Ebrasil assume controle na Brava Energia, 2ª maior petroleira independente do Brasil

Ebrasil amplia controle na Brava Energia, impulsionando expansão na segunda maior petroleira independente do país.
19/01/2026 às 06:22 | Atualizado há 3 horas
               
Grupo Cantarelli, desde 2001, destaca-se na Brava, antes dominada por Jive e Bradesco. (Imagem/Reprodução: Investnews)

O grupo Ebrasil, formado na crise do apagão nos anos 2000, tornou-se o principal acionista da Brava Energia, segunda maior petroleira independente do Brasil. Com 6,9% das ações, a empresa tem presença direta no setor de energia, consolidando sua influência na indústria.

A recente troca no comando executivo da Brava, com Richard Kovacs assumindo a liderança, demonstra o crescimento do controle da Ebrasil. O grupo investiu mais de R$ 481 milhões e promoveu mudanças na governança para fortalecer sua posição estratégica.

A Brava também comprou ativos importantes na Bacia de Campos, aumentando a produção e reduzindo a alavancagem financeira. Essas ações reforçam o foco no crescimento e na valorização dos ativos prioritários da companhia.

O grupo Ebrasil, formado durante a crise do apagão nos anos 2000, tornou-se o principal acionista da Brava Energia, atualmente a segunda maior petroleira independente do Brasil, atrás apenas da Prio. Com 6,9% das ações, a Ebrasil tem presença direta no setor de energia, ao contrário de outros investidores financeiros do capital da companhia.

A recente troca no comando executivo da Brava, com Richard Kovacs, ligado à Ebrasil, assumindo como CEO, evidencia o controle crescente do grupo. Kovacs substituirá Décio Oddone e deixará a presidência do conselho para Alexandre Cruz, da gestora JiveMauá.

O avanço da Ebrasil começou pelo fundo Yellowstone, criado para investir em ações e capitalizado após venda de ativos termelétricos do grupo. O fundo investiu mais de R$ 481 milhões na Brava ao longo de 2025, tornando-se o terceiro maior acionista individual.

Esse movimento foi acompanhado por mudanças na governança, como a retirada da cláusula de poison pill, que limitava aquisições acima de 25% do capital, facilitando investimentos maiores da Ebrasil no controle estratégico da petroleira.

Além disso, a Brava avançou com a compra de ativos da Petronas na Bacia de Campos por US$ 450 milhões, o que deve aumentar a produção em cerca de 30 mil barris diários e ajuda na redução da alavancagem financeira da empresa.

Com estas iniciativas, o grupo busca sustentar o crescimento da Brava em produção e caixa, enquanto simplifica sua estrutura interna e direciona o foco para ativos prioritários, consolidando sua influência no setor brasileiro de energia.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.