Economia dos EUA já mostrava sinais de fraqueza antes do conflito com o Irã

Crescimento fraco e inflação alta sinalizavam vulnerabilidade da economia dos EUA antes da guerra com o Irã.
18/03/2026 às 06:42 | Atualizado há 3 dias
               
Crescimento desacelera no fim de 2025 e inflação volta a pressionar. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O crescimento econômico dos Estados Unidos apresentou sinais claros de fragilidade no final de 2025, com o PIB anualizado caindo para 0,7%. A inflação voltou a preocupar as autoridades, com o índice de preços ao consumidor subindo 0,3% só em janeiro e 2,8% em 12 meses, tornando o cenário delicado mesmo antes da guerra com o Irã.

O Federal Reserve destacou a elevação da inflação em setores essenciais, como vestuário, móveis e serviços de saúde, agravada por tarifas de importação e avanços tecnológicos. Apesar disso, o consumo das famílias manteve-se resistente, influenciado pela desaceleração da inflação na moradia.

No entanto, as pressões inflacionárias continuam fortes, especialmente devido à alta dos preços do petróleo. Isso deve impactar ainda mais os custos com combustíveis, passagens aéreas e alimentação, mostrando que os desafios econômicos dos EUA seguem em crescimento.

O crescimento econômico dos EUA apresentou sinais de fragilidade já no final de 2025, com uma revisão para baixo do PIB, que apontou um ritmo anual de 0,7% no último trimestre do ano. A inflação também voltou a preocupar, com o índice de preços ao consumidor, medido pelo Federal Reserve, registrando alta de 0,3% em janeiro e 2,8% na comparação anual.

O indicador principal do Fed para inflação, o índice de preços de gastos com consumo pessoal, mostrou que o padrão inflacionário no início de 2026 indica uma escalada de pressões nos preços, especialmente considerando o cenário antes do impacto da guerra com o Irã. A inflação no núcleo, que exclui itens voláteis como energia e alimentos, subiu 0,4% no mês, chegando a 3,1% nos últimos 12 meses, superando a meta de 2% da autoridade monetária.

O aumento de tarifas sobre importações, mantidas em parte após decisões da Suprema Corte, tem contribuído para recalques inflacionários em setores como vestuário e móveis. Além disso, a escassez provocada pelo avanço da inteligência artificial elevou custos em produtos tecnológicos. Serviços de saúde também mostram impactos inflacionários constantes.

Apesar desse cenário, o consumo das famílias manteve-se relativamente resiliente. O peso menor da inflação de moradia, cujo aumento desacelerou, contribuiu para uma discrepância entre diferentes índices. Ainda assim, a expectativa é que a inflação sofra nova pressão nos próximos meses devido aos efeitos da alta nos preços do petróleo, afetando passagens aéreas, combustíveis e alimentação fora de casa.

Via InfoMoney

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