O presidente do Fed, Jerome Powell, enfrenta investigação criminal relacionada a uma reforma na sede do banco. Apesar disso, o mercado permaneceu calmo, indicando que investidores não se assustaram com a situação.
Segundo o economista Tyler Cowen, a independência do Federal Reserve dos EUA já é uma relíquia do passado, impactada por déficits fiscais e políticas que limitam sua liberdade. Isso pode tornar a inflação mais alta inevitável.
O cenário aponta para dificuldades econômicas, com a inflação provável como resposta dos governos em vez de aumento de impostos ou cortes de gastos, influenciando o futuro do dólar e a economia global.
Quando o presidente do Fed, Jerome Powell, revelou estar sob investigação criminal, o mercado reagiu com cautela. A apuração envolve uma reforma de US$ 2,6 bilhões na sede do banco central e foi vista por Powell como um pretexto para pressionar por cortes de juros. Apesar disso, ações, dólar e outros ativos não demonstraram pânico, segundo o economista Tyler Cowen, da Universidade George Mason.
Cowen acredita que os investidores já aceitaram que a independência do Federal Reserve é uma relíquia do passado. Isso teria ocorrido devido a políticas fiscais que reduziram a liberdade real do Fed, como déficits crônicos e cortes de impostos. Para ele, a inflação mais alta será inevitável, pois democracias tendem a preferir essa saída em vez de aumentar impostos ou reduzir gastos.
Esse cenário é semelhante à análise do bilionário Ray Dalio, que aponta três alternativas para países endividados: austeridade, calote ou inflação. Para os EUA, a inflação é a opção mais provável, mesmo que tenha efeitos negativos como perda de padrão de vida e impacto no emprego.
Cowen também avalia que a expectativa de que a inteligência artificial aumente a produtividade pode não ser suficiente para evitar esse ciclo inflacionário, sobretudo porque setores públicos e serviços crescem lentamente. Assim, a erosão da independência do Fed pode ser um reflexo de escolhas políticas e econômicas da última década, sinalizando desafios para o dólar nos próximos anos.
Via InfoMoney