Economista do Goldman Sachs alerta para riscos à independência do Fed após ameaças contra Powell

Economista do Goldman Sachs destaca preocupações com autonomia do Fed diante de pressão sobre Jerome Powell.
12/01/2026 às 10:06 | Atualizado há 4 horas
               
Economista do Goldman Sachs alerta sobre risco criminal ao chefe do Federal Reserve. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, sinalizou que a ameaça de acusações criminais contra Jerome Powell aumenta as dúvidas sobre a autonomia do Federal Reserve, banco central dos EUA. Apesar disso, ele acredita que o Fed continuará guiando suas decisões com base em dados econômicos sólidos.

A pressão vem do governo Trump, que investiga Powell por comentários sobre um projeto de reforma no prédio do Fed. Powell vê isso como uma tentativa de interferência política para influenciar as taxas de juros. Hatzius ressalta que, apesar das preocupações, Powell deve manter sua independência e foco nas informações econômicas.

Além disso, o Goldman Sachs revisou sua previsão para cortes nas taxas de juros, adiando-os para o meio e o final de 2026, diante de sinais mistos na economia, como o mercado de trabalho menos aquecido, mas com um crescimento do PIB mais forte que o esperado.

O economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, afirmou que a ameaça de acusação criminal contra o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, eleva os receios sobre a autonomia do banco central dos EUA. Mesmo assim, Hatzius acredita que o Fed seguirá tomando decisões com base nas informações econômicas disponíveis.

Essa pressão partiu do governo do presidente Donald Trump e envolve uma possível investigação contra Powell relacionada a comentários sobre um projeto de reforma de um edifício do banco. Powell classificou isso como um pretexto para que o governo tenha maior influência nas taxas de juros, que Trump deseja reduzir.

Hatzius comentou que essas notícias reforçam as dúvidas quanto à independência do Fed, porém ressaltou que Powell deve conduzir sua gestão sem deixar que essas questões o influenciem. O executivo do Goldman Sachs destacou que as decisões sobre cortes ou manutenção das taxas serão feitas com base nos dados econômicos reais.

O Goldman Sachs também ajustou suas projeções para os cortes de juros, prevendo agora duas reduções de 25 pontos-base para junho e setembro de 2026, adiando as expectativas anteriores de março e junho. Essa modificação reflete indicadores mais brandos de emprego, um crescimento do PIB acima do esperado e o alívio nos impactos das tarifas.

Por fim, Hatzius apontou que os riscos para a projeção das taxas do Fed tendem ao lado negativo, considerando os sinais de um mercado de trabalho menos aquecido, mas um cenário econômico ainda robusto.

Via Money Times

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