Egito propõe limitar acesso de crianças às redes sociais para combater riscos digitais

Egito planeja lei para restringir o uso de redes sociais por crianças e proteger jovens dos riscos digitais.
26/01/2026 às 08:06 | Atualizado há 3 horas
               
França, Reino Unido e Austrália buscam proteger menores nas redes sociais. (Imagem/Reprodução: G1)

O Egito está elaborando uma legislação para restringir o uso de redes sociais por crianças, inspirada em medidas adotadas por países como Austrália, Reino Unido e França. O objetivo é proteger o desenvolvimento psicológico e o comportamento dos jovens frente aos desafios do ambiente digital.

A iniciativa visa reduzir a exposição das crianças a riscos como cyberbullying e conteúdos nocivos, atualmente presentes para metade dos menores de 18 anos que utilizam essas plataformas no país. O presidente Abdel-Fattah el-Sissi destacou a necessidade dessas limitações até que os jovens estejam aptos para lidar com as redes sociais.

Essa movimentação acompanha uma preocupação global com os efeitos do uso precoce das redes digitais sobre saúde mental e segurança infantil. O Egito deve consultar especialistas para criar uma lei que ofereça melhor proteção às crianças no ambiente online.

O Egito planeja criar uma lei para limitar o uso de redes sociais por crianças, seguindo exemplos adotados por países como Austrália, Reino Unido e França. A iniciativa busca “acabar com o caos digital” que afeta crianças, segundo comunicado do Parlamento egípcio divulgado no fim de janeiro. A proposta visa proteger o pensamento e comportamento dos jovens, reforçando a segurança online.

Em um discurso transmitido pela televisão, o presidente Abdel-Fattah el-Sissi destacou a importância de estabelecer restrições para crianças até que tenham idade suficiente para lidar com essas plataformas. No momento, cerca de 50% dos menores de 18 anos no Egito usam redes sociais, ficando expostos a riscos como cyberbullying e conteúdos prejudiciais, segundo relatório do Centro Nacional de Pesquisas Sociais e Criminológicas.

A Austrália foi o primeiro país a proibir o uso dessas plataformas por menores de 16 anos, medida que gerou intensos debates sobre segurança infantil, privacidade e saúde mental. O Reino Unido e a França também avaliam proibições similares, com o governo francês buscando limitar o acesso para menores de 15 anos já no próximo ano letivo.

Essa movimentação global reflete a crescente preocupação com os efeitos do uso precoce das redes sociais para o desenvolvimento das crianças e adolescentes. O Egito afirma que consultará órgãos especializados para elaborar a legislação que melhor proteja sua população jovem desses desafios digitais.

Via G1 Tecnologia

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