O empresário americano Graham Walker vendeu a Fibrebond por US$ 1,7 bilhão e destinou 15% do valor aos 540 funcionários. Cada trabalhador receberá pelo menos US$ 443 mil em bônus, pagos ao longo de cinco anos, desde que permaneçam na empresa.
A Fibrebond, vendida para a Eaton, valoriza a dedicação dos funcionários, especialmente os que enfrentaram crises e um incêndio. O bônus tem impacto positivo na vida dos trabalhadores, que usam o dinheiro para quitar dívidas e investir no futuro.
Walker busca acompanhar a transformação financeira e social em Minden, cidade-sede da empresa, reforçando um modelo de reconhecimento e ética empresarial em negociações.
O empresário americano Graham Walker negociou a venda da Fibrebond por US$ 1,7 bilhão, estabelecendo uma condição: destinar 15% do valor da venda aos 540 funcionários da empresa, que não tinham participação acionária. Cada trabalhador receberá, ao longo dos próximos cinco anos, um bônus de no mínimo US$ 443 mil, desde que permaneçam na companhia.
A Fibrebond, fabricante de invólucros para equipamentos elétricos, foi adquirida pela Eaton, companhia especializada em gerenciamento de energia. Walker justificou o bônus como forma de reconhecer a fidelidade e dedicação dos funcionários, especialmente os que ficaram na empresa durante períodos difíceis, como o incêndio de 1998 e crises econômicas em 2001 e 2008.
Reações surpreenderam o empresário: vários colaboradores ficaram emocionados com o valor, que muitos classificaram como capaz de garantir uma vida financeira estável. Lesia Key, funcionária beneficiada, usou a quantia para pagar hipoteca e abrir um negócio próprio. Outros empregados quitaram dívidas, financiaram estudos ou realizaram viagens, como uma família que foi para Cancún.
A decisão de Walker vem de uma perspectiva pessoal, preocupada também em promover impactos positivos na pequena cidade de Minden, onde a Fibrebond está sediada. O empresário afirmou querer acompanhar a transformação que o dinheiro proporcionou na vida dos antigos colaboradores.
Essa movimentação reflete um modelo raro de valorização do trabalhador, alinhado a práticas que unem ética empresarial e reconhecimento financeiro no momento de uma grande negociação.
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