Pesquisa da S&P Global indica que empresas brasileiras estão otimistas em relação ao crescimento econômico para 2024, com melhora nas projeções de atividade empresarial.
Apesar do cenário positivo, a expectativa para contratações segue moderada, afetada por custos altos, incertezas políticas e falta de mão de obra qualificada.
O relatório ainda destaca queda nas expectativas de lucro e influência de fatores internacionais, reformas e avanços tecnológicos no otimismo empresarial.
Pesquisa da agência de rating S&P Global mostra que empresas brasileiras estão otimistas quanto à atividade econômica, mas têm expectativa moderada para contratações. O levantamento, com 12 mil empresas dos segmentos industrial e de serviços, indica melhora nas projeções de crescimento para 2024, com saldo líquido de 30% para a atividade empresarial, acima dos 29% registrados em outubro de 2023.
Apesar do otimismo, os planos de contratação permanecem cautelosos, com saldo líquido das intenções de emprego em cerca de 5%, o menor desde junho de 2020. A moderação é influenciada por custos elevados, incertezas políticas relacionadas às eleições de 2026 e falta de mão de obra qualificada. As projeções de inflação diminuíram para todas as categorias de preços pesquisadas, mas a guerra no Oriente Médio traz novos desafios para o banco central, podendo atrasar cortes na taxa de juros.
Os custos de produção tiveram a projeção revisada para baixo, chegando ao menor nível em cinco anos. No entanto, as expectativas de lucro das empresas também caíram, atingindo o menor patamar desde o início da pandemia e ficando abaixo da média global. O relatório aponta que as empresas brasileiras baseiam parte do otimismo em parcerias internacionais, lançamentos de novos produtos, expectativa de reformas tributárias e ganhos previstos com investimentos em inteligência artificial.
Enquanto países como Índia, Irlanda, Reino Unido e Estados Unidos mostram níveis maiores de otimismo, o cenário brasileiro reflete uma visão mais equilibrada entre crescimento econômico e cautela nas contratações e rentabilidade no curto prazo.
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