Entenda como o cérebro coordena as expressões faciais

Novo estudo revela como áreas do cérebro colaboram para formar expressões faciais.
12/01/2026 às 20:02 | Atualizado há 2 horas
               
Áreas cerebrais se conectam para coordenar expressões faciais e mastigação. (Imagem/Reprodução: Super)

Um estudo recente da Universidade Rockefeller mostra que o cérebro cria expressões faciais por meio da interação entre diversas regiões cerebrais. A pesquisa observou macacos para entender a atuação integrada do córtex motor cingulado, córtices motor primário e pré-motor, além do córtex somatossensorial.

As expressões faciais não são controladas separadamente pela emoção ou pelo movimento voluntário, mas por uma rede dinâmica que ajusta a resposta conforme o ritmo da expressão. Essa descoberta muda o entendimento tradicional da neurociência sobre emoções e movimentos.

Além de ampliar o conhecimento sobre o cérebro, o estudo pode contribuir para avanços em tecnologia assistiva, como interfaces cérebro-máquina, beneficiando pacientes com lesões neurológicas a se comunicarem de forma mais natural.

Um estudo recente publicado na revista Science revela como o cérebro cria expressões faciais, mostrando que diferentes regiões cerebrais trabalham juntas de forma integrada, e não separada entre emoção e movimento voluntário. Os pesquisadores do Laboratório de Sistemas Neurais da Universidade Rockefeller observaram a atuação dessas áreas em macacos, que possuem musculatura facial semelhante à humana.

As expressões são controladas por uma rede que envolve o córtex motor cingulado, os córtices motor primário e pré-motor e o córtex somatossensorial. Cada área contribui de forma diferente conforme o ritmo da expressão: as regiões laterais respondem rapidamente para ajustar movimentos finos, enquanto as áreas mediais apresentam uma resposta mais lenta para sustentar a expressão.

Essa descoberta mostra que o cérebro divide a execução das expressões faciais conforme a necessidade temporal, e não por categorias fixas como “emoção” ou “vontade”. Além disso, o estudo reforça que os sentimentos surgem da interação entre a percepção do outro e a resposta motora. Isso muda a visão tradicional da neurociência sobre como o cérebro processa emoções e movimento.

O que antes se acreditava ser controlado por circuitos independentes para movimentos voluntários e emocionais agora é entendido como uma rede dinâmica e flexível. A descoberta pode contribuir para o desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina mais eficientes, auxiliando pacientes com lesões cerebrais a se comunicarem de forma natural.

Via Super

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