Os humanos são a única espécie que derrama lágrimas emocionais, e a ciência busca entender as razões desse comportamento. As lágrimas possuem funções específicas, como proteção e lubrificação dos olhos, e se dividem em três tipos: basais, reflexas e emocionais.
O choro está ligado a sobrecarga emocional e varia conforme a idade, envolvendo emoções diversas como dor, empatia e até alegria. Pesquisas indicam que o choro pode ajudar na regulação do sistema nervoso e serve como sinal social para obter apoio e cooperação.
Além disso, mulheres tendem a chorar mais devido a fatores neurológicos e hormonais. O choro é uma expressão complexa e essencial para a comunicação humana, influenciando respostas emocionais e sociais.
Os seres humanos são a única espécie conhecida a derramar lágrimas emocionais, mas a razão exata para esse comportamento ainda gera debate científico. As lágrimas são compostas por muco, eletrólitos, água, proteínas e lipídios, cada um com funções específicas, como efeito antiviral e manutenção da lubrificação dos olhos.
Existem três tipos principais delas: as basais, que mantêm os olhos hidratados; as reflexas, que surgem diante de irritantes, como poeira; e as emocionais, que envolvem estruturas cerebrais ligadas ao processamento das emoções.
O choro frequentemente indica sobrecarga emocional, não um sentimento isolado, e seus gatilhos mudam ao longo da vida. Em crianças, a dor física é um motivo comum, enquanto adultos podem chorar por empatia, sofrimento próprio ou alheio, e até por experiências positivas, como a beleza da arte.
Há pesquisas que sugerem que o choro pode ajudar a regular o sistema nervoso, alternando entre estímulo e relaxamento. No entanto, ele nem sempre traz alívio, dependendo do motivo e da reação das pessoas ao redor, que podem oferecer conforto ou aumentar o desconforto.
Além disso, lágrimas emocionais funcionam como um sinal social, aumentando a probabilidade de receber ajuda e cooperação. Estudos mostram que lágrimas podem reduzir a agressividade de outros e que o choro de bebês ativa respostas cerebrais de cuidado nos adultos, o que teria auxiliado a sobrevivência humana.
Mulheres tendem a chorar mais do que homens, atribuível a fatores neurológicos, hormonais e de personalidade, com maior ligação a traços como empatia, neuroticismo e extroversão. Dessa forma, o choro atua como uma expressão complexa e social, essencial para a comunicação humana.
Via Folha de S.Paulo