Entenda o que é edge computing e sua aplicação no Brasil

Descubra como a edge computing acelera o processamento de dados perto da fonte para respostas mais rápidas.
11/01/2026 às 16:08 | Atualizado há 8 horas
               
Edge computing processa dados localmente, reduzindo latência e acelera respostas. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

A edge computing é uma tecnologia que realiza o processamento de dados próximo ao local onde eles são gerados, reduzindo a latência e acelerando as respostas automáticas. Isso é especialmente útil para empresas que dependem de decisões rápidas e precisam diminuir a carga nos data centers centrais.

Dispositivos como câmeras e sensores fazem um pré-processamento local dos dados, enviando para a nuvem apenas informações essenciais. Essa abordagem torna as operações mais ágeis, diminui o uso de banda e aumenta a resistência a falhas em servidores remotos.

Criada na década de 1990, a computação de borda se destaca em aplicações que exigem respostas imediatas, como monitoramento via smartwatches, casas inteligentes e jogos em realidade virtual. Apesar dos benefícios, ela tem desafios, como custos e complexidade na implementação.

Empresas que dependem do processamento rápido de dados enfrentam desafios relacionados à centralização em data centers e à expectativa crescente pelo uso da nuvem. A edge computing surge como uma alternativa descentralizada, que realiza o processamento próximo ao local onde os dados são gerados. Essa tecnologia reduz a latência ao acelerar decisões e ações automatizadas.

Na prática, dispositivos como câmeras e sensores coletam dados e realizam um pré-processamento local antes de enviar somente informações críticas para a nuvem. Isso torna a operação mais ágil e diminui o consumo de banda, além de aumentar a resistência do sistema a falhas em servidores remotos.

Ao contrário da computação em nuvem, feita por meio de servidores centralizados e remotos, a computação de borda atua na “fronteira” da rede. Essa abordagem é especialmente útil para aplicações que demandam respostas imediatas, como monitoramento em saúde via smartwatches, controle de casas inteligentes, jogos em realidade virtual e transmissões ao vivo, onde atrasos impactam a experiência do usuário.

O conceito surgiu em 1998 com pesquisadores da empresa Akamai, preocupados com o aumento do tráfego na internet. Desde então, a adoção dessa arquitetura tem crescido por permitir o balanceamento entre grandes volumes de dados tratados na nuvem e respostas rápidas pelo edge computing.

Embora traga vantagens como menor uso de banda e maior privacidade dos dados, essa tecnologia exige maior complexidade e custo na implementação, além de apresentar limitações em comparação a data centers tradicionais.

Via TecMundo

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.