Equador inicia operação de combate ao tráfico de drogas com apoio dos EUA por 15 dias

Equador inicia operação de 15 dias contra tráfico de drogas com apoio dos EUA nas regiões costeiras.
15/03/2026 às 20:41 | Atualizado há 5 horas
               
Equador e EUA iniciam operação de 15 dias com toque de recolher contra narcotráfico. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

O Equador deu início a uma operação contra o tráfico de drogas com apoio das forças dos Estados Unidos. A ação, que vai durar 15 dias, concentra-se em quatro províncias costeiras do país, que também estão sob toque de recolher noturno.

Durante o período da operação, apenas profissionais essenciais podem circular. O governo busca reduzir a violência crescente e conta com suporte militar e estratégico dos EUA para reforçar as ações.

Desde o começo de 2024, o Equador intensificou suas medidas contra o crime organizado, inclusive fortalecendo parcerias regionais e recebendo ajuda direta dos EUA para enfrentar grupos armados na fronteira com a Colômbia.

O Equador iniciou uma operação de combate ao tráfico de drogas neste domingo (15), com apoio das forças dos Estados Unidos. A ação, que vai durar 15 dias, concentra-se nas províncias costeiras de Guayas, Los Ríos, Santo Domingo de los Tsáchilas e El Oro, onde vale toque de recolher das 23h às 5h.

Durante esse período, apenas passageiros com passagem aérea, profissionais da saúde e trabalhadores de emergência poderão transitar. O ministro do Interior, John Reimberg, anunciou que as tropas equatorianas farão uma ofensiva robusta com assessoria norte-americana.

Desde 2024, o governo do presidente Daniel Noboa enfrenta níveis elevados de violência e homicídios, estimulando a cooperação próxima com Washington. Recentemente, o país abriu seu primeiro escritório do FBI no território e integrou a aliança “Escudo das Américas”, que reúne 17 países para combater o narcotráfico regionalmente.

Em janeiro, a operação “Ofensiva Total” mobilizou cerca de 10 mil militares para regiões afetadas, e com suporte dos EUA houve o bombardeio de um acampamento do grupo dissidente Comandos da Fronteira, presente na fronteira com a Colômbia.

Noboa, reeleito em maio para um segundo mandato, manifestou interesse em estabelecer uma base militar dos EUA no país, visando ampliar a vigilância marítima e repressão a crimes.

Vale destacar que o Equador não possui bases militares americanas desde 2009, quando o acordo para operar uma unidade em Manta não foi renovado pelo ex-presidente Rafael Correa.

Via Sputnik Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.