O Equador deu início a uma operação contra o tráfico de drogas com apoio das forças dos Estados Unidos. A ação, que vai durar 15 dias, concentra-se em quatro províncias costeiras do país, que também estão sob toque de recolher noturno.
Durante o período da operação, apenas profissionais essenciais podem circular. O governo busca reduzir a violência crescente e conta com suporte militar e estratégico dos EUA para reforçar as ações.
Desde o começo de 2024, o Equador intensificou suas medidas contra o crime organizado, inclusive fortalecendo parcerias regionais e recebendo ajuda direta dos EUA para enfrentar grupos armados na fronteira com a Colômbia.
O Equador iniciou uma operação de combate ao tráfico de drogas neste domingo (15), com apoio das forças dos Estados Unidos. A ação, que vai durar 15 dias, concentra-se nas províncias costeiras de Guayas, Los Ríos, Santo Domingo de los Tsáchilas e El Oro, onde vale toque de recolher das 23h às 5h.
Durante esse período, apenas passageiros com passagem aérea, profissionais da saúde e trabalhadores de emergência poderão transitar. O ministro do Interior, John Reimberg, anunciou que as tropas equatorianas farão uma ofensiva robusta com assessoria norte-americana.
Desde 2024, o governo do presidente Daniel Noboa enfrenta níveis elevados de violência e homicídios, estimulando a cooperação próxima com Washington. Recentemente, o país abriu seu primeiro escritório do FBI no território e integrou a aliança “Escudo das Américas”, que reúne 17 países para combater o narcotráfico regionalmente.
Em janeiro, a operação “Ofensiva Total” mobilizou cerca de 10 mil militares para regiões afetadas, e com suporte dos EUA houve o bombardeio de um acampamento do grupo dissidente Comandos da Fronteira, presente na fronteira com a Colômbia.
Noboa, reeleito em maio para um segundo mandato, manifestou interesse em estabelecer uma base militar dos EUA no país, visando ampliar a vigilância marítima e repressão a crimes.
Vale destacar que o Equador não possui bases militares americanas desde 2009, quando o acordo para operar uma unidade em Manta não foi renovado pelo ex-presidente Rafael Correa.
Via Sputnik Brasil