Após quase cinco décadas desaparecida, a escultura em mármore do deus Hermes será devolvida ao Centro Histórico de Vitória. A obra fazia parte do conjunto de alegorias na Escadaria do Palácio Anchieta e Praça Cecília Monteiro desde 1912, mas desapareceu no final dos anos 1970 depois de ter sido danificada por uma tempestade.
A peça foi encontrada guardada após uma investigação acadêmica da Universidade Federal do Espírito Santo, em parceria com o Laboratório de Extensão e Pesquisa em Artes (LEENA). O retorno da escultura está previsto para este mês durante a reestruturação da praça, sem as marcas do tempo inicialmente corrigidas.
O caso destaca a importância da pesquisa e da memória coletiva na preservação do patrimônio histórico de Vitória. Além disso, reacende o debate sobre a necessidade de políticas públicas para conservar o legado cultural da cidade.
Após quase 50 anos afastada, a escultura em mármore do deus Hermes será devolvida ao Centro Histórico de Vitória. A peça integrou o conjunto de alegorias na Escadaria do Palácio Anchieta e Praça Cecília Monteiro desde 1912, mas desapareceu no final dos anos 1970, após ser danificada durante uma tempestade.
Parte da história da modernização da cidade, o conjunto inclui figuras que representam as estações do ano e a Indústria, formando um marco da paisagem cultural local. A escultura foi removida para reparos e, embora o pedestal tenha permanecido na praça, a obra ficou esquecida por décadas.
O reencontro ocorreu graças a uma investigação do professor Raphael Teixeira, da Universidade Federal do Espírito Santo, em parceria com o Laboratório de Extensão e Pesquisa em Artes (LEENA). A equipe buscava imagens antigas para possibilitar, se preciso, uma reconstrução digital 3D da peça.
Contrariando a expectativa de uma perda permanente, o Hermes estava guardado e jamais foi furtado ou destruído. O retorno da escultura deve ocorrer ainda neste mês, durante a reestruturação da praça, sem correção das marcas do tempo inicialmente. A ação também evidencia o papel da pesquisa acadêmica e da memória coletiva na preservação do patrimônio.
Além de restaurar a escultura, o caso reacende o debate sobre políticas públicas eficientes para conservar o legado histórico de Vitória, que segue ganhando atenção de moradores e estudiosos.
Via EShoje