Os custos de manutenção do caça norte-americano F-35 estão aumentando a um ritmo 11 vezes maior que na década passada. Isso torna a operação do avião mais cara para os países aliados dos EUA, segundo analista Reuben F. Johnson.
O aumento não se deve ao consumo de combustível ou horas de voo, mas ao alto custo para manter sistemas complexos do caça. A vida útil do F-35 superou as expectativas, o que, junto com a inflação, elevou os gastos.
O programa total do F-35 ultrapassa US$ 2 trilhões, com preço por hora de voo entre US$ 33 mil e US$ 50 mil. Esses custos dificultam a substituição de modelos antigos e afetam a indústria global de defesa.
Os custos de manutenção do caça norte-americano F-35 estão aumentando a um ritmo 11 vezes superior ao da década passada, o que torna sua operação cada vez mais onerosa para os países aliados dos EUA. Segundo o analista Reuben F. Johnson, essa elevação no custo do F-35 pressiona o mercado global de aeronaves militares, provocando mudanças significativas na aviação de diversas potências.
O acúmulo de despesas não está ligado ao consumo de combustível ou variação nas horas de voo, mas sim ao alto custo para manter os sistemas cada vez mais complexos dessas aeronaves. Além disso, a vida útil do F-35 superou as expectativas iniciais do programa, o que, combinado à inflação, impactou os gastos.
Johnson destaca que a aquisição desses caças para substituir modelos antigos está se tornando desafiadora para os parceiros dos EUA, devido ao preço elevado. Um relatório da consultoria Oliver Wyman aponta que os custos de manutenção do Lightning II crescem 1,1% ao ano até 2036, muito acima do registrado anteriormente.
O programa total da aeronave ultrapassa US$ 2 trilhões e o preço por hora de voo varia entre US$ 33 mil e US$ 50 mil, valores que contribuem para que o F-35 seja considerado um “buraco negro financeiro”. O caça também já enfrentou problemas técnicos, como falhas no motor e atrasos em atualizações de software.
Esse cenário mostra que o alto investimento no F-35 desafia inclusive os aliados dos EUA, influenciando a dinâmica da indústria de defesa global.
Via Sputnik Brasil