Estados Unidos prendem grupo que usava malware para driblar caixas eletrônicos

Departamento de Justiça dos EUA prende 87 em operação contra hackers de caixas eletrônicos ligados a grupo terrorista.
27/01/2026 às 17:42 | Atualizado há 3 horas
               
Golpe de ATM com malware financiava Tren de Aragua ao forçar saques ilegais. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos prendeu 87 pessoas envolvidas em uma rede que usava malware para manipular caixas eletrônicos e liberar dinheiro ilegalmente.

A investigação revelou que o grupo aplicava técnicas sofisticadas, como a instalação de malware Ploutus, e avaliava sistemas de segurança antes dos ataques, usando os lucros para financiar um grupo terrorista.

As acusações abrangem crimes de fraude bancária e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 335 anos, enquanto clientes não tiveram contas afetadas.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou 87 pessoas por participação em uma rede nacional que realizava ATM jackpotting, uma técnica que usa malware para obrigar caixas eletrônicos a dispenderem dinheiro ilegalmente. A operação descobriu que os lucros alimentavam a Tren de Aragua (TdA), grupo designado como terrorista pelo governo americano.

Investigadores identificaram o uso do malware Ploutus, desenvolvido para controlar a função de dispensação dos caixas, fazendo com que eles liberassem todo o dinheiro armazenado. O software ainda tinha capacidade de apagar seus rastros para dificultar a detecção e investigação. Os criminosos empregavam três métodos para instalar o malware, incluindo troca física do disco rígido e uso de dispositivos externos como pen drives.

As ações da rede envolviam grupos que realizavam monitoramento cuidadoso dos pontos de ataque, avaliando sistemas de alarme, câmeras e patrulhamento antes de executar o golpe. Após o roubo, os ganhos eram divididos conforme funções hierárquicas, com parte dos valores enviados para a TdA, que usava o dinheiro para atividades criminosas e terroristas.

O Departamento de Justiça anunciou as acusações em três etapas desde outubro de 2025. As penas previstas para os réus vão de 20 a 335 anos de prisão, abrangendo crimes como fraude bancária, invasão, lavagem de dinheiro e apoio a terrorismo.

Vale destacar que clientes não tiveram suas contas afetadas, pois o valor roubado era do caixa eletrônico, pertencente às instituições financeiras. Casos semelhantes já tinham ocorrido, como o de dois venezuelanos condenados por esquema parecido em quatro estados americanos.

Via TecMundo

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