Estatueta neolítica de 7.500 anos revela simbolismo raro na Europa antiga

Estatueta neolítica de 7.500 anos revela sinais raros da espiritualidade agrícola na Europa antiga.
16/02/2026 às 10:21 | Atualizado há 4 horas
               
Estatueta neolítica de 7.500 anos destaca a espiritualidade das primeiras comunidades agrícolas. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

Uma estatueta neolítica de 7.500 anos foi encontrada na Romênia, próxima a Sfantu Gheorghe, e traz novas informações sobre as primeiras comunidades agrícolas da Europa.

Com apenas seis centímetros, a figura feminina apresenta um gesto de braços erguidos associado à oração, além de detalhes únicos como olhos em “V” e penteado em coque, pouco comuns na região.

A peça pode ter tido funções simbólicas diversas, como oferenda ou amuleto, e ajuda a compreender a espiritualidade e os costumes da cultura Starcevo-Cris, pioneira na agricultura no sudeste europeu.

Uma estatueta neolítica de 7.500 anos foi descoberta próximo a Sfantu Gheorghe, no centro da Romênia, e revela aspectos pouco conhecidos da espiritualidade das primeiras comunidades agrícolas da Europa. O artefato, encontrado no sítio arqueológico Arcus – Platoul Targului, no âmbito de escavações antes de obras elétricas na Arena Sepsi, pertence à cultura Starcevo-Cris, uma das pioneiras no desenvolvimento da agricultura no sudeste europeu.

Com apenas seis centímetros de altura, a estatueta de argila mescla palha e areia e foi queimada em alta temperatura, adquirindo um tom vermelho-tijolo. Ela representa uma figura feminina de braços erguidos, gesto associado ao simbolismo de oração ou invocação no período neolítico. Detalhes como os olhos em forma de “V”, nariz oval e um penteado estilo coque são raros nessa região, sugerindo uma das primeiras representações desse tipo ao norte do Danúbio.

Diferente das tradicionais “Vênus” pré-históricas, a peça apresenta um corpo esbelto e discreto, o que pode indicar variações regionais ou funções simbólicas distintas dentro da cultura Starcevo-Cris. O assentamento incluía vestígios de habitações, fragmentos cerâmicos, argila queimada e carvão, datados entre 5800 e 5500 a.C.

O propósito exato do objeto continua incerto, podendo ter sido usado como oferenda votiva, amuleto doméstico ou peça ritual. Para os arqueólogos, essa descoberta cria uma conexão cultural e emocional com os primeiros agricultores da região, ilustrando como artefatos pequenos carregam histórias significativas sobre crenças e rituais humanos.

Via Sputnik Brasil

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