Peter Oppenheimer, estrategista-chefe global de ações do Goldman Sachs, identificou que os prêmios de risco das ações estão em níveis comparáveis aos que antecederam a crise financeira de 2008. Isso indica uma maior vulnerabilidade do mercado a choques econômicos causados por competição tecnológica e variações no crescimento e na inflação.
Embora não anteveja uma crise prolongada, Oppenheimer alerta para um risco elevado de correção, destacando que as avaliações das ações estão acima das médias históricas globalmente. Ele reforça a importância da diversificação internacional, citando o desempenho desigual dos mercados americano, europeu e japonês.
Além disso, há preocupação com uma possível bolha no setor de tecnologia relacionada à inteligência artificial. Mesmo assim, os fundamentos econômicos continuam sólidos, com crescimento projetado do PIB dos EUA e balanços financeiros robustos, o que pode limitar um colapso sistêmico e oferecer oportunidades de compra.
O estrategista-chefe global de ações do Goldman Sachs, Peter Oppenheimer, identificou que o mercado apresenta os mesmos sinais perigosos que antecederam a crise financeira de 2008. Ele observa que os prêmios de risco das ações caíram aos níveis de antes da crise, deixando o mercado vulnerável a choques relacionados à competição tecnológica ou a mudanças no cenário de crescimento e inflação.
Embora não preveja uma queda longa, Oppenheimer alerta para riscos elevados de correção, apontando que as avaliações estão altas não só nos Estados Unidos, mas globalmente, ultrapassando as médias históricas. Ele já havia recomendado diversificação internacional em 2024, estratégia que se confirmou com a queda das ações americanas de tecnologia e a alta nos mercados europeu e japonês.
Além disso, destaca a possibilidade de uma bolha no setor ligada à inteligência artificial, similar a ciclos especulativos passados. O desempenho recente das ações de tecnologia foi um dos piores em 50 anos, com setores industriais superando as tecnológicas em avaliação, refletindo a preocupação dos investidores com investimentos em IA e modelos de negócios disruptivos.
Apesar dos riscos, os fundamentos continuam sólidos: economistas do Goldman projetam crescimento de 2,8% do PIB dos EUA para este ano e lucros globais aumentaram desde janeiro. Os balanços financeiros de famílias, empresas e bancos também suportam a absorção de choques sem provocar um colapso sistêmico.
Oppenheimer recomenda manter ampla diversificação geográfica e setorial. Ele destaca que o atual contexto de incertezas geopolíticas e ansiedade com inteligência artificial exerce um vento contrário para os ativos de risco, mas espera que isso represente uma oportunidade de compra, com menor risco de queda prolongada.
Via InfoMoney