Pesquisadores identificaram uma estrutura geológica incomum sob as ilhas Bermudas que desafia modelos tradicionais. O arquipélago, de origem vulcânica, repousa sobre uma dorsal oceânica elevada há cerca de 31 milhões de anos, sem atividade vulcânica recente, o que surpreende especialistas.
Estudos sísmicos revelaram uma camada de rocha espessa e menos densa logo abaixo da crosta, funcionando como uma “balsa gigante” que sustenta a elevação da ilha. Esta camada teria se formado durante o vulcanismo ativo entre 30 e 35 milhões de anos atrás.
Essa descoberta ajuda a explicar a ausência de plumas mantélicas ou fluxos de calor elevados na região, características comuns em outras ilhas vulcânicas. Além disso, o alto teor de carbono nas rochas sugere uma origem relacionada ao supercontinente Pangeia, destacando a singularidade geológica das Bermudas.
Uma pesquisa recente revelou uma estrutura misteriosa sob as ilhas Bermudas que desafia os modelos tradicionais de geologia. O arquipélago, conhecido por sua origem vulcânica, repousa sobre uma dorsal oceânica que se mantém elevada há cerca de 31 milhões de anos sem atividade vulcânica, um fenômeno que contradiz o que se espera da evolução dessas formações.
Estudos analisaram ondas sísmicas que atravessam a crosta oceânica das Bermudas e descobriram uma camada de rocha com aproximadamente 20 quilômetros de espessura logo abaixo dela, quase o dobro da espessura comum em ilhas vulcânicas semelhantes. Essa camada é menos densa, cerca de 1,5% a menos que o manto superior, o que permite que ela flutue e sustente a elevação da crosta acima, funcionando como uma “balsa gigante”.
Essa camada teria se formado entre 30 e 35 milhões de anos atrás, quando o vulcanismo ainda ocorria no local, possivelmente por material sólido que emergiu do manto e se integrou à crosta. A existência dessa estrutura explica por que as Bermudas não apresentam pluma mantélica ativa nem fluxos de calor elevados, ao contrário de outras ilhas vulcânicas como o Havaí.
Além disso, pesquisas anteriores indicam que as rochas da região contêm altos níveis de carbono, possivelmente vindos do manto profundo, trazidos durante a formação do supercontinente Pangeia, destacando a singularidade geológica do arquipélago.
O sismólogo William Frazer observa que entender essa anomalia pode ajudar a compreender processos terrestres mais comuns, evidenciando que as Bermudas seguem um padrão geológico pouco habitual que desafia explicações tradicionais.
Via Folha de S.Paulo