Pesquisa realizada nos Estados Unidos avaliou a relação entre a idade da água consumida e o risco de desenvolver Parkinson. O estudo analisou dados de mais de 12 mil pacientes com a doença e comparou a influência da água de aquíferos recentes e glaciais.
Os resultados indicam que pessoas que consomem água de aquíferos glaciais, com mais de 12 mil anos, apresentam menor risco de desenvolver Parkinson. Isso se deve à proteção natural das águas antigas contra contaminantes ambientais, diferentemente das águas mais recentes, que estão mais expostas a poluentes.
Embora o estudo não prove causalidade, ele destaca a importância da qualidade e da origem da água subterrânea como um possível fator que pode influenciar a saúde do cérebro a longo prazo, apontando para a necessidade de novas pesquisas na área.
Um novo estudo apresentado na 78ª Reunião Anual da American Academy of Neurology revelou uma possível ligação entre a idade da água subterrânea consumida e o risco de desenvolver Parkinson. Segundo a pesquisa, pessoas que bebem água de aquíferos recentes, formados nos últimos 70 a 75 anos, têm maior chance de ter a doença do que aquelas que consomem água de aquíferos glaciais, com mais de 12 mil anos.
Foram analisados dados de 12.370 pacientes com Parkinson e mais de 1,2 milhão de pessoas sem a doença, residentes próximos a 1.279 pontos de coleta de água subterrânea no Arizona, EUA. A pesquisa investigou diferentes tipos de aquíferos e possíveis contaminações ambientais, buscando entender a conexão entre exposição a poluentes e doenças neurológicas.
A científica Brittany Krzyzanowski explicou que a água recente está mais exposta a contaminantes ambientais, enquanto as águas mais antigas ficam protegidas por camadas naturais que filtram poluentes. Especialmente, os aquíferos carbonáticos, formados por rochas calcárias, mostraram maior associação com Parkinson, apresentando risco 24% maior em comparação a outros tipos de aquíferos.
Comparando diretamente, quem bebe água de aquíferos carbonoáticos tem 62% mais chance de desenvolver Parkinson do que quem consome água de aquíferos glaciais. No geral, águas recentes aumentam em 11% o risco da doença em relação às águas antigas.
Os pesquisadores ressaltam que o estudo mostra uma associação estatística, não prova causalidade. Além disso, estimativas sobre a origem exata da água potável dos participantes podem apresentar limitações. Ainda assim, esses resultados indicam que fatores ambientais associados à idade da água subterrânea podem influenciar a saúde do cérebro a longo prazo.
Via Galileu