Estudo aponta revolta de abelhas contra rainhas infectadas como possível causa da queda nas colônias canadenses

Pesquisa sugere que operárias substituem rainhas infectadas, contribuindo para o declínio das colônias de abelhas no Canadá.
20/12/2025 às 12:25 | Atualizado há 3 meses
               
Infeção viral pode interromper feromônios da rainha, liberando operárias para agir. (Imagem/Reprodução: Super)

Pesquisa recente no Canadá indica que a redução das colônias de abelhas pode estar relacionada a uma “revolta” das operárias. Elas iniciam a criação de novas rainhas quando as atuais estão enfraquecidas por vírus, comprometendo a comunicação química essencial para a estabilidade da colônia.

A rainha é peça-chave para a sobrevivência do grupo, responsável por botar ovos e garantir a continuidade. No entanto, infecções virais prejudicam sua fertilidade e sinalização, levando as operárias a tentar substituí-la. Esse processo aumenta o risco de perda da colônia, já que novas rainhas têm dificuldades em acasalar.

Além disso, a presença de ácaros parasitas, como o varroa, dificulta o controle dessas infecções. Atualmente, não há antivirais para abelhas, e o controle rigoroso dos ácaros é a principal medida para preservar a saúde das colônias e, assim, garantir a polinização agrícola.

Estudo recente indica que a redução das colônias de abelhas no Canadá pode estar ligada a uma revolta de operárias contra rainhas enfraquecidas por vírus. Normalmente, a rainha libera feromônios que impedem a substituição, mas infecções virais comprometem esses sinais químicos, levando as operárias a iniciarem a criação de novas rainhas – processo conhecido como supersedição.

A rainha é fundamental para a colônia, responsável por botar milhares de ovos diariamente, sustentando a população por anos. Pesquisas mostram que rainhas infectadas apresentam ovários menores e postura de ovos reduzida, indicando menor fertilidade. Quanto mais severa a infecção viral, maior a probabilidade de as operárias buscarem substituir a rainha atual.

Este comportamento, embora necessário para a sobrevivência da colônia, aumenta o risco de perda, pois as novas rainhas nem sempre conseguem acasalar com sucesso. Além disso, infecções virais associadas a ácaros parasitas, como os varroa, complicam o controle da saúde das colônias.

Atualmente, não há tratamento antiviral para as abelhas, mas o controle rigoroso do ácaro varroa, vetor desses vírus, é a melhor estratégia disponível para proteger as rainhas. Essa prática deve ser realizada várias vezes ao ano, exigindo ainda mais atenção dos apicultores. A preservação da saúde das abelhas é crucial para garantir a polinização de diversas culturas agrícolas.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.