Uma nova pesquisa sugere que o ancestral humano Sahelanthropus tchadensis já caminhava ereto cerca de 7 milhões de anos atrás. Os fósseis encontrados no Chade apresentam características ósseas, como o formato do fêmur, que indicam essa adaptação.
O estudo aponta o bipedalismo como principal forma de locomoção, recuando a origem desse traço fundamental em cerca de um milhão de anos. Apesar disso, ainda há debate entre especialistas, pois alguns acreditam que os fósseis podem ter sofrido deformações.
Pesquisadores planejam novas escavações para encontrar mais evidências e esclarecer quando exatamente nossos ancestrais passaram a andar sobre duas pernas. A questão mantém-se como um desafio importante da paleoantropologia.
Uma nova pesquisa reforça a hipótese de que o ancestral humano caminhava ereto há cerca de 7 milhões de anos. A análise detalhada dos fósseis da espécie Sahelanthropus tchadensis, descobertos no Chade no início dos anos 2000, mostra que esse hominínio possuía adaptações ósseas que indicam o bipedalismo como forma principal de locomoção.
Os fósseis incluem um crânio, um fêmur e ossos do braço, cuja posição e formato sugerem uma postura ereta. A presença do tubérculo femoral, importante para a fixação de ligamentos que mantêm o tronco equilibrado ao andar, foi um dos principais indícios nesse novo estudo publicado na revista Science Advances. A torção do fêmur e a protuberância para inserção dos músculos glúteos reforçam essa interpretação.
O bipedalismo, característico dos humanos modernos, teria surgido assim mais cedo na linha evolutiva do que se pensava, recuando em torno de um milhão de anos a origem desse traço fundamental.
Contudo, a controvérsia permanece. Alguns especialistas argumentam que o formato do fêmur se assemelha ao dos símios quadrúpedes e que os fósseis sofreram deformações que dificultam conclusões definitivas. A análise é feita a partir de moldes e não diretamente do osso original, o que alimenta o debate.
Equipe francesa planeja novas escavações no deserto de Djurab para encontrar fósseis adicionais e esclarecer o assunto. Até lá, a questão sobre quando exatamente o ancestral humano caminhava ereto seguirá aberta, destacando os desafios da paleoantropologia na compreensão da evolução humana.
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