Um novo estudo científico analisou a potencialidade da lua Europa, de Júpiter, para abrigar vida. A pesquisa, publicada na revista Nature Communications, aponta que o fundo do oceano subterrâneo da lua é mecanicamente rígido demais, o que dificulta os processos químicos que sustentam a vida na Terra.
Os cientistas destacam que a atividade tectônica e vulcânica, essenciais para a criação de ambientes ricos em nutrientes, é limitada em Europa. Isso sugere que fontes hidrotermais submarinas, consideradas importantes para a vida, podem não existir no oceano da lua.
Apesar das limitações apontadas, Europa mantém seus atrativos por conter grande quantidade de água e elementos orgânicos. A missão Europa Clipper da Nasa, prevista para 2024, deverá investigar essas condições em detalhes a partir de 2031.
Europa, lua de Júpiter, teve seu potencial para abrigar vida colocado em dúvida por um estudo recente publicado na revista Nature Communications. Pesquisadores avaliaram a atividade tectônica e vulcânica no oceano subterrâneo da lua, um ambiente que no nosso planeta é fundamental para sustentar a vida por via das interações químicas entre rochas e água.
Os cientistas descobriram que o fundo oceânico em Europa provavelmente é mecanicamente duro demais para permitir tais processos. Isso favorece ambientes ricos em nutrientes e energia, essenciais para formas de vida, mas dificultados sob as atuais condições da lua.
Considerando tamanho, composição do núcleo e forças gravitacionais exercidas por Júpiter, concluiu-se que a atividade tectônica que expõe rochas frescas e possibilita reações químicas está limitada. Assim, os vulcões submarinos e fontes hidrotermais não estariam presentes no fundo do oceano de Europa.
Apesar disso, o oceano sob sua crosta de gelo, com até 150 km de profundidade, contém o dobro de água dos oceanos terrestres e possui elementos químicos orgânicos, além de aquecimento gerado pelas marés orbitais. Esses são fatores que mantêm Europa na lista de corpos celestes com potencial habitabilidade.
A Nasa planeja lançar a missão Europa Clipper em 2024, que fará sobrevoos a partir de 2031 para investigar essas condições. O estudo sugere que no passado Europa pode ter tido mais atividade geológica e condições favoráveis à vida, apesar de os processos atuais indicarem um ambiente oceânico menos dinâmico.
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