Pesquisadores encontraram pontas de flechas feitas de quartzo em um abrigo na África do Sul, com vestígios de veneno vegetal usadas há 60 mil anos. Esses venenos podiam causar desde náuseas até coma, mostrando uma técnica sofisticada de caça ancestral.
A análise revelou toxinas como bufandrina e epibufanisina, presentes em plantas da savana africana, que paralizavam as presas. Essa tecnologia demonstra conhecimento avançado em bioquímica e planejamento estratégico para garantir a eficiência na caça.
Essa descoberta amplia o entendimento sobre a origem das flechas e destaca a inteligência e capacidade técnica dos humanos modernos pré-históricos em utilizar recursos naturais para a sobrevivência.
Pesquisadores identificaram que o Homo sapiens já fabricava flechas com pontas envenenadas há 60 mil anos, conforme revelam artefatos encontrados em um abrigo rochoso na África do Sul. Esses artefatos, feitos de quartzo, apresentam resíduos de um veneno de origem vegetal capaz de causar desde náuseas até coma, confirmando um uso antigo e sofisticado dessa técnica de caça.
A análise química das pontas revelou substâncias tóxicas como bufandrina e epibufanisina, presentes em plantas da savana africana, como a Boophone disticha. O extrato do bulbo dessa planta torna-se uma goma potente que poderia paralisar animais, facilitando a caça por humanos modernos ancestrais.
Essa descoberta amplia o conhecimento sobre a origem do arco e flecha, já apontada anteriormente como africana, e coloca a invenção do arca e flecha envenenada em um período muito anterior à saída dos humanos modernos da África. Além disso, indica que as sociedades pré-históricas detinham conhecimento avançado de bioquímica e planejamento estratégico para caçar e garantir sua sobrevivência.
O uso dessa tecnologia evidencia uma mente complexa, com a capacidade de explorar recursos naturais de forma a aumentar a eficiência da caça. Isso envolvia não só a fabricação da flecha, mas também o preparo do veneno e o acompanhamento da presa até sua queda.
Estudos como este ajudam a entender a evolução da cognição humana e o nível de sofisticação técnico-cultural já alcançado por nossos antepassados em um passado remoto da história da humanidade.
Via Folha de S.Paulo