Um estudo recente mostrou que o desmatamento na Amazônia eleva em até 3°C a temperatura durante a estação seca e altera o regime de chuvas na região. Áreas com menos de 60% de cobertura florestal apresentam diminuição significativa na quantidade de chuvas e na evapotranspiração, afetando a regulação térmica local.
A pesquisa utilizou dados via satélite que indicam locais desmatados com até 11 dias a menos de chuva e uma redução de 25% no volume hídrico. Em regiões com cobertura abaixo de 40%, a temperatura média pode subir até 4°C, aproximando o clima ao de savanas e aumentando a aridez.
Essas transformações impactam a biodiversidade, elevam o risco de incêndios florestais e prejudicam a agricultura, além de comprometer o bem-estar das comunidades locais. O estudo aponta a importância do reflorestamento para restaurar o equilíbrio ambiental e a segurança hídrica.
Um estudo recente evidenciou que o desmatamento na Amazônia causa elevação de até 3°C nas temperaturas durante a estação seca, além de modificar o regime de chuvas na região. Áreas com menos de 60% de cobertura florestal registram reduções significativas na quantidade de chuvas e na evapotranspiração, fenômeno essencial para a regulação térmica e a formação das precipitações.
A pesquisa, que utilizou dados via satélite, comparou regiões com alta e baixa cobertura vegetal, registrando que locais degradados apresentam 11 dias a menos de chuva e diminuição de 25% no volume hídrico. Em locais com cobertura abaixo de 40%, a temperatura média pode subir 4°C, configurando um clima próximo ao de savanas, caracterizado por maior aridez.
Essas mudanças impactam diretamente a biodiversidade, aumentando o risco de incêndios florestais e afetando a produção agrícola, além de comprometer o bem-estar da população local. O estudo destaca a importância do reflorestamento para restaurar a estrutura florestal, melhorar a ciclagem da água, ampliar os estoques de carbono e restabelecer a segurança hídrica e alimentar.
Apesar da queda nos índices de desmatamento nos últimos anos, a área desmatada ainda é expressiva, com quase 4 mil km² perdidos entre agosto de 2024 e junho de 2025, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A manutenção dessas atividades pode agravar os impactos climáticos e ambientais na Amazônia e no Brasil como um todo.
Esses dados ressaltam o papel crucial das florestas no equilíbrio climático e nos serviços ambientais, reforçando a necessidade de políticas eficazes e ações de recuperação ambiental para conter os efeitos do desmatamento.
Via Super