Diversos fatores influenciam a longevidade, como alimentação, exercícios e ambiente. Um estudo recente sugere que a genética pode ser mais importante do que se imaginava, explicando até metade da variação no tempo de vida.
A pesquisa analisou dados de gêmeos na Suécia e Dinamarca, corrigindo efeitos de mortes por causas externas que antes distorciam os resultados. Isso revelou a real influência dos genes no envelhecimento.
O trabalho destaca que, apesar do ambiente ser relevante, os genes têm papel fundamental no processo. Essa descoberta abre caminho para novas perspectivas no estudo do envelhecimento e a busca por genes protetores que contribuam para a saúde na velhice.
Diversos fatores influenciam quanto tempo uma pessoa vive, como hábitos alimentares, exercícios, consumo de álcool, tabagismo e ambiente. Um novo estudo, porém, aponta que a genética pode desempenhar um papel mais significativo no tempo de vida do que estimativas anteriores indicavam. De acordo com a pesquisa, os genes podem explicar até metade da variação na longevidade humana, praticamente o dobro do que estudos anteriores sugeriam.
O trabalho, conduzido pelo Instituto Weizmann de Ciência, analisou dados históricos de gêmeos da Suécia e Dinamarca, corrigindo distorções causadas por mortes por fatores externos, como acidentes e doenças infecciosas, que antes não eram consideradas. Esses fatores extrínsecos mascaravam a real influência genética. Com a correção, o estudo detectou uma contribuição genética maior ao tempo de vida.
Além disso, a pesquisa examinou gêmeos idênticos criados em ambientes diferentes, destacando que eles compartilham a mesma genética, mas não o mesmo ambiente, o que reforça a distinção entre influência genética e ambiental. A descoberta trouxe novas perspectivas para o campo do envelhecimento, indicando que genes protetores podem ajudar algumas pessoas a chegar aos 100 anos sem doenças graves.
Os resultados sugerem que a longevidade é uma combinação complexa de fatores genéticos, ambientais e até de aleatoriedade. Estudos anteriores que subestimaram a hereditariedade podem ter desencorajado pesquisas nessa área, mas esta análise reforça a importância da genética para entender e possivelmente influenciar o envelhecimento humano.
Via Folha de S.Paulo