A presença de músicas geradas por inteligência artificial tem crescido nas plataformas de streaming, mas um estudo indicou que 97% dos ouvintes não conseguem distinguir faixas reais das produzidas por IA.
Apesar dessa dificuldade, muitos demonstram preocupação: mais de 80% querem que esses conteúdos sejam identificados claramente, e 70% veem a música feita por IA como ameaça aos profissionais do setor.
O volume dessas músicas é grande, com a Deezer recebendo quase 60 mil faixas diárias, e debates sobre direitos autorais e autenticidade ganham força na indústria musical.
A presença de músicas criadas por inteligência artificial tem aumentado em plataformas de streaming, mas a maioria dos ouvintes não consegue perceber a diferença entre composições reais e as geradas por IA. Um estudo feito pela Ipsos para a Deezer indicou que 97% dos participantes não identificaram as faixas produzidas por máquinas ao ouvir trechos de músicas.
Apesar dessa dificuldade, o público demonstra preocupação. Mais de 80% dos entrevistados querem que as plataformas indiquem claramente quais faixas são feitas por IA, e 70% acreditam que a música criada por mecanismos artificiais representa uma ameaça para os profissionais do setor musical. Além disso, 52% desejam que essas músicas sejam retiradas das paradas e que as plataformas excluam esse conteúdo.
O volume de músicas geradas por inteligência artificial é expressivo: a Deezer recebe quase 60 mil faixas desse tipo diariamente, o que representa 39% de todas as enviadas para o serviço. O Spotify, por sua vez, retirou 75 milhões de faixas consideradas spam relacionadas à IA em um intervalo de um ano.
Além da preocupação quanto à autenticidade, há debates sobre direitos autorais, já que 65% dos pesquisados são contra o uso de material protegido para treinar IA para compor músicas. Artistas virtuais, como Sienna Rose e Velvet Sundown, têm conquistado milhões de ouvintes, questionando os rumos da indústria musical.
Com tanto conteúdo produzido por IA circulando, fica em aberto se estamos entrando definitivamente na era das composições artificiais, desafiando a percepção e as regras tradicionais da música.
Via Super