Estudo revela órbitas elípticas em fusão entre buraco negro e estrela de nêutrons

Fusão de buraco negro e estrela de nêutrons com órbita elíptica desafia modelos científicos atuais.
12/03/2026 às 11:02 | Atualizado há 5 horas
               
Buracos negros e estrelas de nêutrons se unem em órbitas elípticas antes da colisão. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

Cientistas descobriram que buracos negros e estrelas de nêutrons podem orbitar em trajetórias elípticas antes de se fundirem. A análise das ondas gravitacionais do evento GW200105, capturado pelos observatórios LIGO e Virgo, mostrou que as órbitas não são circulares, contrariando modelos teóricos anteriores.

Essa novidade indica que as interações gravitacionais podem ser mais complexas, possivelmente envolvidas em ambientes dinâmicos ou com influências de terceiros corpos celestes. A descoberta permite ajustes nos cálculos das massas dos objetos envolvidos, ampliando o entendimento sobre a formação desses sistemas.

A pesquisa trouxe uma nova perspectiva sobre a evolução dos pares cósmicos, sugerindo maior diversidade na origem e no comportamento das fusões. O evento GW200105 é um marco para futuras investigações sobre como corpos extremos interagem e se unem no universo.

Cientistas identificaram que pares formados por buracos negros e estrelas de nêutrons podem orbitar um ao outro em trajetórias elípticas, e não circulares, antes de se fundirem. Essa descoberta foi obtida a partir da análise das ondas gravitacionais do evento GW200105, captado pelos observatórios LIGO e Virgo, ocorrendo a cerca de 910 milhões de anos-luz da Terra.

O resultado aponta que os modelos teóricos vigentes, que assumem órbitas circulares para esses sistemas, estão incompletos. A equipe da Universidade de Birmingham aplicou um novo modelo que permitiu medir a precessão das órbitas antes da fusão, com a ausência dessa oscilação indicando órbitas elípticas. Essa é a primeira vez que essas características são observadas em uma fusão entre um buraco negro e uma estrela de nêutrons.

Segundo a pesquisadora Patricia Schmidt, esses dados sugerem que os objetos podem ter sido afetados por interações gravitacionais com um terceiro corpo ou por um ambiente dinâmico, o que complica a compreensão sobre a formação desses sistemas. A análise também revelou que assumir órbitas circulares levou a subestimativas significativas das massas envolvidas: nove massas solares a menos para o buraco negro e duas para a estrela de nêutrons.

Essa revisão nos modelos ajuda a ampliar o entendimento sobre como esses pares se formam e evoluem no Universo, indicando uma diversidade maior de origem e comportamento que o anteriormente suposto. O evento GW200105 resultou em um buraco negro com cerca de 13 massas solares e abre caminho para novas pesquisas sobre os mecanismos de fusão entre corpos extremos.

Via Sputnik Brasil

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