Um estudo da Unifesp mostrou que 45,8% dos ambientes aquáticos globais, como rios, praias e manguezais, estão contaminados por lixo. O plástico é o resíduo mais comum, representando 68%, seguido por bitucas de cigarro com 11%.
No Brasil, o índice de poluição em ambientes aquáticos é menor que a média mundial, cerca de 30%. Isso se deve à dinâmica da limpeza urbana e à concentração dos estudos em áreas específicas. Especialistas sugerem revisar os métodos de avaliação para capturar melhor a realidade.
O enfrentamento dessa poluição demanda mais que conscientização. A substituição do plástico e dos filtros de cigarro é apontada como solução, mas encontra resistência. O problema exige ações integradas para proteger a qualidade dos ecossistemas aquáticos.
Um estudo da Unifesp revelou que quase metade dos ambientes aquáticos globais apresenta alguma forma de poluição por lixo, com destaque para rios, praias e manguezais. A avaliação utilizou o Clean Coast Index (CCI), que mede a quantidade de detritos por metro quadrado, apontando que 45,8% desses locais estão classificados como “sujos” ou “extremamente sujos”. Os principais resíduos encontrados são plástico, representando 68%, seguido por bitucas de cigarro, com 11% do total.
Apesar de o Brasil registrar 30% de ambientes aquáticos contaminados, esse índice encontra-se abaixo da média mundial. Essa diferença ocorre devido à dinâmica da limpeza urbana, maior concentração de estudos em praias urbanizadas e à não uniformidade de levantamentos em todo o território nacional e mundial. A análise dos especialistas indica que o CCI pode precisar de revisão para melhor refletir casos de alta concentração de lixo.
Abordar o problema exige medidas além da conscientização. Os pesquisadores destacam que a substituição de materiais, principalmente os plásticos e filtros de cigarro, seria uma solução mais eficaz. Contudo, essa alternativa enfrenta resistência da indústria do plástico, dificultando avanços significativos. Em relação às bitucas, há debates sobre a proibição dos filtros, considerados ineficazes para proteger a saúde e um fator relevante da poluição.
A poluição por lixo em ambientes aquáticos é, portanto, um desafio que envolve aspectos científicos, sociais e econômicos, exigindo ações integradas para melhorar a qualidade dos ecossistemas aquáticos.
Via Super