Estudo da Unifesp indica que natação fortalece mais o coração que corrida

Pesquisa da Unifesp mostra que natação promove maior fortalecimento do coração que corrida, com benefícios para a saúde cardíaca.
23/03/2026 às 13:04 | Atualizado há 4 horas
               
Treino na água gera adaptações cardíacas mais fortes e saudáveis em ratos, diz estudo Unifesp. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontou que a natação é mais eficaz do que a corrida para fortalecer o coração. A pesquisa revelou que, apesar das duas atividades aumentarem a capacidade respiratória, apenas a natação promoveu adaptações significativas na estrutura e função cardíaca.

Os pesquisadores observaram que a natação altera microRNAs que regulam o crescimento das células cardíacas e a formação de vasos sanguíneos, além de proteger o músculo do coração. O experimento foi feito com ratos submetidos a oito semanas de exercícios, comprovando que a natação aumenta a massa do coração e a força de contração, benefícios não vistos com a corrida.

Esses resultados sugerem que a natação pode ser indicada para reabilitação cardíaca, oferecendo vantagens específicas para o fortalecimento do músculo cardíaco. O estudo destaca que exercícios aeróbicos diferentes podem gerar efeitos distintos no coração, mesmo com níveis de esforço similares.

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que a natação é mais eficiente que a corrida para estimular um crescimento saudável do coração, o que melhora sua força de contração. Embora ambas as atividades aumentem a capacidade respiratória, a natação promove adaptações funcionais e moleculares que deixam o coração mais forte.

A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, revela que a natação modula de forma mais intensa os microRNAs que regulam o crescimento das células do coração, a formação de novos vasos sanguíneos, a proteção contra a morte celular e o controle da contratilidade e do estresse oxidativo. Os microRNAs são moléculas que influenciam a síntese de proteínas essenciais para essas mudanças.

O experimento foi conduzido com ratos submetidos a oito semanas de treinamento diário em sessões de uma hora. Eles foram divididos em três grupos: sedentários, treinados na corrida e treinados na natação. A comparação entre as atividades considerou o esforço relativo, medido pelo consumo máximo de oxigênio (VO2 máximo), não a velocidade.

Ambos os exercícios aumentaram o VO2 máximo em cerca de 5%, porém somente a natação promoveu mudanças na estrutura cardíaca, como aumento da massa do coração e do ventrículo esquerdo. A corrida não apresentou diferenças estruturais relevantes comparada aos sedentários.

Esses resultados indicam que a natação pode ter um papel específico na reabilitação cardíaca e em estudos científicos voltados à recuperação do músculo cardíaco. As descobertas destacam que exercícios aeróbicos não geram efeitos idênticos no coração, mesmo que pareçam similares.

Via Galileu

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.