Após a prisão do presidente Nicolás Maduro, os Estados Unidos declararam intenção de controlar a Venezuela até uma transição segura ser organizada. Especialistas apontam que a intervenção militar dificilmente cria legitimidade política interna, essencial para estabilidade.
Experiências no Afeganistão, Iraque e Líbia mostram que derrubar regimes pela força não resulta em governos sólidos nem instituições estáveis. Para os EUA, governar a Venezuela exigiria enfrentar problemas graves como falta de infraestrutura e insatisfação popular.
Além disso, a prioridade militar sobre a diplomacia pode comprometer a credibilidade dos EUA no cenário internacional. A ocupação dificilmente resolveria questões básicas como energia e alimentos, dificultando uma paz duradoura.
Após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, o governo dos Estados Unidos declarou que assumiria o controle da Venezuela até a organização de uma “transição segura, adequada e criteriosa”. No entanto, especialistas alertam que essa forma de intervenção, baseada no uso da força, não é capaz de estabelecer legitimidade política interna, um elemento essencial para a estabilidade duradoura.
Casos anteriores como Afeganistão, Iraque e Líbia mostram que a simples derrubada de regimes via força militar não resulta em governos sólidos nem na reconstrução de instituições essenciais. A experiência dessas nações demonstra que a imposição externa gera resistência local e pode agravar conflitos, já que governar a Venezuela dessa forma implicaria enfrentar as consequências de uma infraestrutura devastada e ampla insatisfação.
Além disso, os Estados Unidos têm direcionado muito mais recursos militares do que diplomáticos para suas ações exteriores, fomentando um modelo que prioriza a coerção em detrimento da negociação e cooperação internacional. Essa abordagem “cinética” pode comprometer a credibilidade dos EUA no cenário global e abrir precedentes usados por potências rivais para justificar suas próprias intervenções agressivas.
Assumir a administração da Venezuela deixaria os EUA responsáveis por problemas essenciais como abastecimento de energia e alimentos, o que dificilmente criaria uma base legítima de poder. Ao invés disso, a ocupação reforçaria a ideia de uma potência estrangeira impondo sua autoridade, dificultando qualquer possibilidade de paz sustentável.
Portanto, a experiência histórica indica que governar a Venezuela à força tende a replicar falhas do passado, mostrando que o poder militar sozinho não constrói autoridade política nem uma ordem estável.
Via Super