Gigantes da IA como OpenAI, Google e Microsoft planejam dobrar capacidade computacional até 2030, consumindo hoje 40 GW de energia, equivalente a 30 milhões de casas. O investimento total chega a US$ 2,5 trilhões, com foco em GPUs e novas usinas.
Estudo do Goldman Sachs prevê 500 TWh anuais em datacenters de IA nos EUA até 2030. Há riscos de falta de energia em 2028-29, mas otimismo com adição de 63 GW de usinas em 2024, gás natural e nuclear.
Grandes empresas de inteligência artificial, como OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Meta, planejam mais que dobrar a capacidade computacional para suas operações entre 2025 e 2030. Hoje, elas consomem 40 gigawatts de energia, o equivalente ao suprimento de 30 milhões de casas.
O investimento total chega a US$ 2,5 trilhões (R$ 13,35 trilhões). Desse valor, 80% vai para GPUs de fornecedores como Nvidia e AMD. Os outros US$ 500 bilhões (R$ 2,67 trilhões) cobrem novas usinas e linhas de transmissão.
Estudo do Goldman Sachs prevê que, até 2030, datacenters de IA nos EUA usem 500 terawatts-hora anuais, mais de 10% da eletricidade residencial. Analistas alertam para riscos de falta de energia em 2028-2029.
Casos já ocorrem. A Amazon reclama de recusa de energia no Oregon para US$ 30 bilhões em datacenters. Em Santa Clara, centros prontos aguardam atualizações na rede até 2028.
Mas há otimismo. Os EUA adicionaram 40 GW de usinas em 2023 e miram 63 GW este ano, metade solar. Empresas constroem geração própria, como turbinas a gás no Texas. Chevron planeja 5 GW na Bacia Permiana.
Gás natural deve suprir 60% da nova demanda. Nuclear ganha força: Meta e Microsoft contratam reatores antigos. Novas usinas e reatores modulares avançam com apoio federal.
Eficiência também ajuda. IA pode otimizar reservas de petróleo e redes, liberando mais energia. Datacenters ricos garantem soluções para manter liderança em IA.
Via Forbes Brasil