O Departamento do Tesouro dos EUA sanciona indivíduos e empresas associados à rede de TI da Coreia do Norte. Essas sanções visam desmantelar operações que financiam programas de armas de destruição em massa, representando sério risco à segurança global.
A Coreia do Norte, segundo o governo americano, utiliza trabalhadores de TI nas sombras, atuando a partir da China e da Rússia com documentos falsos. Essa mão-de-obra é direcionada a vários setores nos EUA, facilitando operações ilícitas e frustrando a segurança cibernética.
Entre os sancionados estão cidadãos russos e entidades que apoiam a Chinyong, uma empresa ligada ao governo da Coreia do Norte. As sanções buscam cortar as fontes de receita que sustentam os programas militares do país, em alinhamento com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
O Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções a indivíduos e empresas ligados à Rede de TI da Coreia do Norte, que, segundo as autoridades americanas, é usada para gerar receita ilícita. Os fundos arrecadados são destinados aos programas de armas de destruição em massa de Pyongyang, representando um grave risco à segurança cibernética global.
O governo dos EUA alega que a Coreia do Norte envia milhares de profissionais de TI para a China e a Rússia, utilizando documentos falsos para obter contratos de trabalho remoto. A partir desses locais, esses trabalhadores atuam em empresas de diversos setores, incluindo tecnologia e finanças nos EUA, conforme comunicado oficial divulgado.
As sanções têm como alvo indivíduos que facilitam as operações da Chinyong Information Technology Cooperation Company, ligada ao Ministério da Defesa da Coreia do Norte. Entre os sancionados estão o cidadão russo Vitaliy Sergeyevich Andreyev, o diplomata norte-coreano Kim Ung Sun e as empresas Shenyang Geumpungri Network Technology e Korea Sinjin Trading Corporation.
Andreyev é acusado de facilitar pagamentos para a Chinyong, colaborando com Kim Ung Sun para converter criptomoedas em moeda fiduciária desde dezembro de 2024. As transferências totalizaram cerca de US$ 600 mil, beneficiando o regime norte-coreano. Sun, atuando como funcionário consular econômico na Rússia, coordenou o fluxo financeiro.
A Shenyang, sediada na China, é apontada como empresa de fachada da Chinyong, composta por trabalhadores de TI norte-coreanos. Desde 2021, a empresa gerou mais de US$ 1 milhão em lucros, destinados à Chinyong e à Korea Sinjin Trading Corporation, esta última subordinada ao Gabinete Político Geral do Ministério das Forças Armadas Populares da Coreia do Norte.
A empresa recebia instruções do governo sobre a alocação de profissionais de TI no exterior e se beneficiava diretamente dos seus rendimentos. Com as sanções, todos os bens e interesses das pessoas e entidades designadas que estejam nos EUA, ou sob o controle de cidadãos americanos, ficam bloqueados, e quaisquer transações envolvendo os sancionados são proibidas.
O Tesouro dos EUA alertou que instituições financeiras estrangeiras que realizem ou facilitem transações em nome dos citados podem sofrer sanções secundárias. Esta medida visa isolar a Rede de TI da Coreia do Norte, ampliando o alcance das sanções. A Chainalysis detalhou como funcionava o mecanismo de lavagem de dinheiro.
A investigação revelou que um endereço de Bitcoin associado a Andreyev era, na verdade, um endereço de depósito em uma corretora de criptomoedas tradicional. Esse endereço foi utilizado para receber fundos das atividades dos trabalhadores de TI, movimentados por uma complexa rede de serviços, incluindo protocolos de finanças descentralizadas (DeFi).
A ação foi coordenada em aliança internacional, com o Departamento de Estado dos EUA e os Ministérios das Relações Exteriores do Japão e da República da Coreia emitindo alerta sobre as ameaças representadas pelos trabalhadores de TI norte-coreanos. O objetivo das sanções é cortar as fontes de receita que permitem à Coreia do Norte avançar com seus programas militares, violando as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
Via Tecnoblog