O governo dos Estados Unidos proibiu o uso oficial dos produtos da Anthropic, empresa responsável pela IA Claude, mas mesmo assim o Comando Central americano aplicou essa ferramenta em um ataque ao Irã no fim de janeiro.
A inteligência artificial Claude tem sido usada em diversas operações militares para avaliações, identificação de alvos e simulações, destacando o crescimento da IA em ações estratégicas, apesar das negociações conflitantes entre o Pentágono e a Anthropic.
Esse cenário revela a crescente dependência da tecnologia militar e expõe desafios de segurança e controle sobre o uso da inteligência artificial nas forças armadas dos EUA.
O presidente Donald Trump ordenou que todas as agências federais suspendessem o uso dos produtos da empresa de inteligência artificial Anthropic, responsável pelo Claude. No entanto, dias depois da proibição, o Comando Central dos EUA no Oriente Médio utilizou o Claude para auxiliar em um ataque ao Irã, ocorrido no sábado (28).
Segundo o Wall Street Journal, a IA Claude foi empregada em diversos comandos militares norte-americanos pelo mundo para realizar avaliações de inteligência, identificar alvos e simular cenários militares. Essa utilização aconteceu mesmo enquanto o Pentágono negociava os termos de uso do sistema com a Anthropic.
Além do envolvimento nos recentes ataques militares, o Claude também foi utilizado no início de janeiro durante a ação de captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, demonstrando o papel crescente da inteligência artificial em operações estratégicas americanas.
A decisão de Trump foi divulgada pela rede Truth Social e surgiu após um impasse entre o governo americano e a Anthropic. O Pentágono usava o Claude em redes classificadas e queria ampliar seu emprego, mas a empresa tentou limitar o uso, o que gerou críticas do ex-presidente, que chamou a postura da Anthropic de “erro desastroso” e acusou a empresa de tentar controlar as operações das Forças Armadas.
Mesmo com a proibição oficial, a dependência da inteligência artificial na área militar segue em evidência, colocando em foco o debate sobre segurança e controle tecnológico nas forças de defesa dos Estados Unidos.
Via TecMundo