Ex-aluno da USP cria plataforma de IA para autistas e recebe prêmio internacional

Ex-aluno da USP ganha prêmio internacional com plataforma de IA que ajuda crianças autistas a personalizar tratamentos.
21/01/2026 às 18:02 | Atualizado há 3 semanas
               
Ronaldo Cohin trocou a banda de rock pela criação de uma plataforma após o diagnóstico do filho. (Imagem/Reprodução: Redir)

Ronaldo Cohin, ex-aluno da USP, desenvolveu a plataforma Jade, que utiliza inteligência artificial para apoiar crianças com autismo. A ferramenta é premiada em reconhecimento global, destacando-se na inovação tecnológica para o cuidado especializado.

A plataforma coleta dados durante jogos educativos que avaliam capacidades cognitivas das crianças, facilitando a personalização dos tratamentos. Estudos indicam aumento de 43% na eficácia do aprendizado para usuários do sistema.

Disponível em aplicativo e software para escolas, Jade já beneficia cerca de 200 mil crianças no Brasil e no mundo, sendo usada também por psicólogos e famílias. O projeto surgiu da experiência pessoal de seu criador e tem reconhecimento internacional pelo seu impacto social.

Ronaldo Cohin, ex-músico e ex-aluno da USP, desenvolveu a plataforma de IA para pessoas com autismo chamada Jade, premiada no Zayed Sustainability Prize, um dos principais reconhecimentos globais em inovação. A ferramenta usa jogos para mapear dificuldades cognitivas de crianças com transtorno do espectro autista (TEA) e síndrome de Down, gerando relatórios que auxiliam especialistas a personalizar tratamentos e estratégias de ensino.

A plataforma coleta dados das decisões das crianças durante os desafios, identificando deficiências específicas em funções cognitivas, como memória auditiva, impactando diretamente na eficácia do cuidado. Essa personalização já demonstrou acelerar em 43% o aprendizado em estudos realizados com 650 crianças na USP.

Disponível como aplicativo móvel e software educacional para escolas, Jade tem sido utilizada em nove municípios brasileiros e por psicólogos, beneficiando diretamente cerca de 200 mil crianças no mundo, além de pais e cuidadores, totalizando aproximadamente 600 mil pessoas. O projeto nasceu a partir da experiência pessoal de Cohin com o diagnóstico do filho e da sua formação em ciência da computação.

Além do prêmio em Abu Dhabi, a plataforma também foi reconhecida no Web Summit Rio e no GITEX em Dubai, consolidando-se como uma ferramenta que busca ampliar o acesso à saúde e educação a famílias de baixa renda. O nome Jade, acrônimo para Jogos de Aprendizagem para Desenvolvimento Educacional, foi escolhido durante as pesquisas na USP, refletindo seu caráter simples e inclusivo.

Via Folha de S.Paulo

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