Madelaine Thomas, ex-dominatrix, teve suas imagens íntimas vazadas por clientes, o que a motivou a criar a Image Angel. A startup utiliza tecnologia de marcas d’água forenses para identificar quem compartilha fotos sem permissão, uma resposta ao crime conhecido como pornografia de vingança.
Atuando no Reino Unido, onde o crime pode levar a até dois anos de prisão, a empresa busca proteger vítimas e auxiliar em ações legais. No Brasil, a lei prevê até cinco anos de prisão para casos semelhantes, especialmente quando há intenção de humilhar.
Apesar da falta de formação em tecnologia, Madelaine investiu no conhecimento necessário e já recebeu prêmios pela inovação. Sua iniciativa é um avanço importante na luta contra o abuso de imagens privadas e o impacto social desse crime.
Madelaine Thomas, ex-dominatrix profissional, passou por uma experiência pessoal difícil: o vazamento das suas imagens íntimas. Esse episódio motivou-a a criar a empresa Image Angel, que usa uma tecnologia inovadora para combater o abuso de imagens privadas, um tipo de crime conhecido como porno de vingança. A partir de marcas d’água forenses invisíveis, a startup rastreia quem compartilha fotos sem permissão, ajudando vítimas a identificar abusadores.
No Reino Unido, onde Madelaine atua, o crime de pornografia de vingança pode levar a até dois anos de prisão. O cenário no Brasil prevê pena de um a cinco anos, aumentando se a divulgação tiver objetivo de humilhação ou vingança, principalmente envolvendo ex-namorados. Dados indicam que 1,42% das mulheres britânicas sofrem esse tipo de abuso anualmente, um problema que ultrapassa o âmbito dos profissionais do sexo.
Apesar de não ter formação em tecnologia, Madelaine buscou conhecimento para fundar a empresa e já conquistou reconhecimento com prêmios e indicações. A metodologia aplicada pela Image Angel está presente em plataformas digitais para rastrear o compartilhamento indevido de imagens, registrando a identidade do infrator, o que pode orientar ações legais contra abusadores.
A ativista britânica Kate Worthington reforça a importância de reagir sem culpar as vítimas, destacando que elas não são responsáveis pelo abuso. Ferramentas globais, como o StopNCII.org, colaboram para detectar e remover conteúdo íntimo compartilhado sem autorização. A iniciativa de Madelaine representa um avanço na luta contra o porno de vingança e seu impacto social.
Via G1 Tecnologia