Ex-ministro critica EUA e aliados por não condenarem escravidão como maior crime

Ex-ministro Edson Santos critica EUA e aliados por rejeitar condenação à escravidão como maior crime contra a humanidade.
27/03/2026 às 18:42 | Atualizado há 23 horas
               
Edson Santos destaca necessidade de ações concretas para reconhecer impacto da escravidão. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

O ex-ministro Edson Santos, atual secretário da SEDHIR, criticou Estados Unidos e aliados por não reconhecerem a escravidão como o maior crime contra a humanidade, conforme moção da ONU. Ele destacou a importância do reconhecimento histórico acompanhado de ações concretas.

Santos ressaltou que o Brasil, que copatrocinou a resolução da ONU, recebeu milhões de escravizados e possui uma população negra significativa. Ele apontou que a rejeição de países como EUA, Israel e Argentina foi motivada por interesses ideológicos e falta de solidariedade.

O secretário afirmou que as desigualdades atuais no Brasil resultam dessa herança e defendeu políticas públicas e reparações para a população negra, além dos projetos da SEDHIR para combater o racismo estrutural.

Em entrevista à Sputnik Brasil, Edson Santos, ex-ministro da Igualdade Racial e atual secretário da Secretaria Especial de Direitos Humanos e Igualdade Racial (SEDHIR), criticou os Estados Unidos e aliados por não condenarem a escravidão como o maior crime contra a humanidade, conforme moção da Organização das Nações Unidas (ONU).

Santos destacou que o reconhecimento desse passado exige ações concretas e afirmou que o Brasil, país que recebeu cerca de 5 milhões de escravizados entre os séculos 16 e 19, copatrocinou a resolução, embora tenha ficado fora da elaboração do texto. Ele lembrou que a população negra brasileira supera 112 milhões, mais da metade do total nacional.

O secretário apontou que países como Estados Unidos, Israel e Argentina rejeitaram a resolução, alegando que ela criaria uma “competição” entre crimes, mesmo com semelhanças à visão sobre o Holocausto. Para Santos, a violência contra povos africanos deveria receber a mesma centralidade histórica, questionando a relativização desse passado.

Ele também ressaltou que as desigualdades atuais no Brasil derivam dessa herança, afirmando que “a cor da miséria no país é negra”. Para superar essa situação, Santos defende reparações específicas para a população negra, junto a políticas públicas que promovam educação e acesso a serviços básicos.

O secretário atribui a resistência internacional a interesses ideológicos, citando governos com agendas de extrema-direita sem solidariedade às populações historicamente vulneráveis. A SEDHIR desenvolve projetos educacionais e de saúde para combater o racismo estrutural e ampliar a conscientização.

Via Sputnik Brasil

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