Pesquisadores da Universidade da Califórnia criaram um exame de sangue capaz de prever o risco de demência até 25 anos antes dos sintomas aparecerem. O teste mede a proteína tau fosforilada 217 (p tau217), ligada a alterações cerebrais iniciais associadas à doença de Alzheimer.
O estudo acompanhou 2.766 mulheres entre 65 e 79 anos por mais de 20 anos, mostrando que níveis altos dessa proteína indicam um risco três a sete vezes maior de desenvolver demência. A análise também considerou fatores como idade, genética e terapia hormonal.
Essa técnica menos invasiva pode facilitar a detecção precoce e o monitoramento da condição, contribuindo para o desenvolvimento de intervenções futuras e programas de prevenção.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego desenvolveram um exame que pode identificar o risco de demência até 25 anos antes dos sintomas surgirem. O teste mede a proteína tau fosforilada 217 (p tau217) no sangue, que está associada a alterações cerebrais precoces ligadas à doença de Alzheimer.
O estudo acompanhou 2.766 mulheres saudáveis, entre 65 e 79 anos, por mais de duas décadas. Durante esse período, 1.311 apresentaram comprometimento cognitivo leve ou demência. Níveis altos de p tau217 indicaram risco três a sete vezes maior de desenvolver a doença.
A proteína tau, que normalmente ajuda a manter as células nervosas estáveis, sofre alterações na doença de Alzheimer, promovendo danos cerebrais. Assim, a p tau217 serve como um marcador biológico para identificar essas mudanças muito antes dos sintomas.
A análise também revelou que idade, genética e terapia hormonal influenciam a relação entre p tau217 e o risco de demência. Mulheres com o gene APOE ε4 e aquelas que fizeram terapia combinada de estrogênio e progestina apresentaram maior associação entre os níveis da proteína e o declínio cognitivo.
Além disso, o exame mostrou eficácia em diferentes grupos raciais, com previsão aprimorada ao combinar idade e proteína. Esta abordagem menos invasiva e mais acessível que exames cerebrais ou de líquido espinhal pode facilitar a detecção precoce.
Embora o exame não seja indicado ainda para pessoas sem sintomas, ele pode oferecer uma nova forma de monitorar e prevenir problemas cognitivos. Futuras pesquisas devem aprofundar como fatores biológicos afetam a p tau217, abrindo caminho para intervenções.
Via Olhar Digital