Excesso de vídeos curtos pode prejudicar a saúde dos olhos, diz estudo

Estudo revela que assistir vídeos curtos pode causar fadiga e desconforto ocular. Saiba como proteger seus olhos no dia a dia.
11/01/2026 às 17:22 | Atualizado há 7 horas
               
Consumir muito conteúdo digital aumenta o risco de fadiga ocular em jovens na Índia. (Imagem/Reprodução: Super)

Um estudo recente na Índia mostrou que assistir muitos vídeos curtos em redes sociais pode provocar fadiga ocular digital maior que outras atividades, como leitura de e-books. Isso ocorre porque os olhos piscam menos e as pupilas oscilam mais, sinais claros de cansaço.

A pesquisa acompanhou jovens durante uma hora com equipamentos que mediram a frequência de piscadas e variações nas pupilas. Foi constatado ressecamento e desconforto, sintomas da chamada astenopia, causada pelo uso intenso de vídeos rápidos.

Com o aumento do uso de smartphones no Brasil, recomenda-se a regra 20-20-20 para evitar danos: fazer pausas frequentes, ajustar o brilho da tela e piscar mais. Essas ações ajudam a reduzir o desgaste e proteger a visão a longo prazo.

Um estudo recente realizado na Índia apontou que consumir muitos vídeos curtos e dinâmicos, como os populares em redes sociais, pode causar efeitos negativos para a saúde dos olhos. Essa forma de consumo provoca maior fadiga ocular digital em comparação com a leitura de e-books ou a visualização de vídeos mais longos. Os pesquisadores observaram que os olhos piscam menos e as pupilas sofrem mais oscilações ao assistir a conteúdos rápidos, indicadores claros de cansaço visual.

O experimento acompanhou jovens adultos por uma hora com um sistema portátil que mediu a frequência de piscadas e o diâmetro da pupila, sem interferir no uso natural do celular. Enquanto a taxa de piscadas caiu significativamente durante todas as atividades, as variações no tamanho da pupila foram mais intensas nos vídeos curtos. Isso favorece o ressecamento ocular e o desconforto, sintomas comuns da chamada astenopia, ou fadiga ocular.

O efeito do uso excessivo das telas, especialmente para esse tipo de vídeo, pode gerar ardor, visão embaçada e dor de cabeça. A longo prazo, pode agravar condições como olho seco e acelerar problemas como a miopia em crianças, que também são mais sensíveis ao impacto digital. Para proteger a visão, especialistas recomendam seguir a regra 20-20-20: pausar a cada 20 minutos, olhando para um ponto a cerca de seis metros por 20 segundos, além de ajustar o brilho da tela e piscar com mais frequência.

Com a adesão crescente ao uso de smartphones, que atingiu 88,9% da população brasileira com 10 anos ou mais em 2024, os cuidados com a saúde visual se tornam essenciais para evitar sintomas e transtornos mais sérios associados ao consumo intenso de mídias digitais.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.