Ricardo Savini, geólogo e CEO da Fluxus, destaca-se como peça chave para os investimentos dos irmãos Batista no setor petrolífero venezuelano. Com vasta experiência no país, ele atua para explorar campos onshore, focando em recuperação e expansão dos ativos.
A Fluxus, adquirida pelo grupo J&F, já iniciou prospecções na Venezuela, planejando resultados a médio prazo. A empresa mantém diálogo com o governo americano e aproveita a abertura política no país após a saída de Nicolás Maduro.
Apesar do potencial, os investimentos exigem tempo e estabilidade regulatória. Além da Venezuela, a Fluxus investe na Argentina, Bolívia e planeja atuar no Peru, sem operações no Brasil.
O geólogo Ricardo Savini, CEO da Fluxus, destaca-se no mercado de óleo e gás como peça fundamental para impulsionar os investimentos dos irmãos Batista na Venezuela pós-Maduro. Com experiência direta no país nos anos 1990 e 2000, atuando em empresas como Petrobras e Pérez Companc, Savini possui um conhecimento detalhado dos ativos petrolíferos locais.
Em 2023, Savini fundou a Fluxus, adquirida pelo grupo J&F, que já iniciou prospecções na Venezuela focando principalmente em campos de petróleo onshore. A estratégia lembra o trabalho anterior de Savini na 3R Petroleum, de comprar e recuperar campos desatualizados. O CEO afirmou no Fórum de Energia Rio que a empresa já tem estrutura local, mas espera resultados a médio prazo, dada a necessidade de apoio privado para explorar as vastas reservas venezuelanas.
A retirada de Nicolás Maduro, apoiada por políticas de Donald Trump, abre espaço para o capital internacional no país. O setor de óleo e gás, com as maiores reservas comprovadas do mundo, é o principal atrativo. A Fluxus mantém diálogo com o governo americano, favorecida pelo relacionamento dos irmãos Batista, que doaram US$ 5 milhões para a posse de Trump e facilitaram negociações comerciais entre EUA e Brasil.
Apesar do potencial, recuperar a produção venezuelana demanda investimentos elevados, estabilidade regulatória e tempo. O petróleo local tende a ser vendido a valores descontados devido à sua densidade e processos extras para comercialização.
Além da Venezuela, a Fluxus opera em Argentina e Bolívia, tendo investido US$ 100 milhões em campos de gás na Bolívia até 2028, e mira o Peru como futuro mercado. A empresa não atua no Brasil.
Via InvestNews