No dinâmico setor de franchising, o desejo de expandir a marca rapidamente muitas vezes colide com um obstáculo invisível, mas potencialmente letal: o risco de compliance. O modelo tradicional de checagem de antecedentes, realizado apenas no momento da entrada do parceiro, tem se mostrado insuficiente para proteger grandes corporações. É o que especialistas chamam de \”erro da foto do momento\”.
Segundo Gustavo Tremel, CEO e cofundador da VAAS, a visão estática do risco é um perigo latente. \”No setor de franchising, a checagem de antecedentes apenas no onboarding é o que chamamos de \’erro da foto do momento\’. O risco é um organismo vivo. Um franqueado aprovado hoje pode se tornar um passivo crítico amanhã\”, alerta o executivo.
Franqueadora responde pelos atos ilícitos de parceiros
A urgência por um monitoramento contínuo não é apenas uma questão de reputação, mas de sobrevivência financeira. Nos termos da Lei Anticorrupção (Lei 12.846/13), as empresas detêm a chamada responsabilidade objetiva. Na prática isso significa que a franqueadora pode responder pelos atos ilícitos de seus parceiros, independentemente de ter tido conhecimento ou culpa direta.
As penalidades são severas: multas que podem atingir até 20% do faturamento bruto da matriz. \”O compliance em franquias não pode ser reativo. É preciso orquestrar o risco em tempo real\”, reforça Simone Vollbrecht, Head de Compliance da VAAS.
Identificação do beneficiário final é desafio para redes de franquias
Um dos maiores desafios operacionais na expansão de redes é a identificação do Beneficiário Final (UBO). O uso de \”laranjas\” e holdings ocultas pode mascarar indivíduos sancionados ou com históricos impeditivos que buscam se associar a marcas consolidadas.
“Para combater essa prática, a utilização de algoritmos avançados torna-se essencial. Essas ferramentas conseguem revelar as complexas camadas societárias, garantindo que a marca não herde passivos de terceiros”, avalia Simone.
Tecnologia é aliada da expansão segura
Para consolidar uma infraestrutura de decisão robusta, Gustavo Tremel destaca que a segurança da marca não termina na assinatura do contrato, exigindo um monitoramento 24/7 que acompanhe mídias negativas, sanções e listas restritivas em tempo real.
Ele ressalta que hoje a tecnologia trabalha a favor da franqueadora para eliminar gargalos burocráticos. \”Na VAAS, a nossa plataforma substitui o processo manual e lento de trocas de e-mails e PDFs por uma orquestração automatizada. Isso permite que a eficiência operacional seja elevada a um novo patamar, onde parceiros são aprovados em segundos com total segurança, garantindo que o rigor técnico não seja sacrificado em prol da velocidade da expansão\”, contextualiza Tremel.
Complementando essa visão, Simone Vollbrecht reforça que essa proteção deve ocorrer de dentro para fora. A executiva explica que a agilidade na ponta deve ser sustentada por uma infraestrutura que mantenha o controle total da rede sob vigilância constante, integrando a análise de riscos reputacionais e indicadores ESG para uma governança de fato sustentável. \”A segurança da marca não é um evento único, mas um estado de vigilância contínua. Expandir com governança significa garantir que o crescimento de hoje não se torne o tribunal de amanhã\”, conclui a especialista em compliance.
Sobre a VAAS
Fundada em Florianópolis e com presença em São Paulo, a VAAS é uma empresa de tecnologia especializada em gestão de risco inteligente. Sua plataforma conecta mais de 40 fontes de dados e utiliza IA preditiva para automatizar processos de KYC, prevenção à lavagem de dinheiro e falhas regulatórias. Com mais de R$ 50 milhões em contratos ativos, a startup lidera a transição para um compliance digital, autônomo e integrado à estratégia de negócios. Mais informações estão disponíveis no site www.vaas.com.br.
Via: Grayce Rodrigues
