Muitos empregadores enfrentam dificuldades para encontrar funcionários leais, mas acabam excluindo candidatos com antecedentes criminais, apesar de lamentar a falta de comprometimento no trabalho. Essa prática pode estar limitando o acesso a profissionais disciplinados e confiáveis, que são frequentemente barrados por sistemas automatizados antes mesmo de uma avaliação justa.
Especialistas destacam que dentro das prisões existem trabalhadores talentosos e dedicados, cujas habilidades e lealdade são subaproveitadas no mercado de trabalho. Contratar essas pessoas pode reduzir a rotatividade, fortalecer a cultura organizacional e apoiar a reintegração social, promovendo benefícios para empresas e comunidade.
Para que a “segunda chance” funcione, é fundamental revisar os critérios de contratação e criar parcerias com organizações especializadas. Confiar e responsabilizar esses profissionais resulta em equipes mais estáveis e influencia positivamente a segurança social ao diminuir a reincidência criminal.
Empresas em todo o país enfrentam dificuldades para encontrar funcionários confiáveis, mas um fator raro é discutido abertamente: muitos empregadores estão excluindo candidatos qualificados por terem antecedentes criminais, apesar de lamentarem a falta de lealdade no trabalho. Esse paradoxo revela que a escassez de mão de obra pode estar sendo criada por quem filtra automaticamente esses profissionais.
Um diretor de presídio e um ex-detento que hoje trabalha no desenvolvimento da reintegração social apontam que dentro das prisões há trabalhadores disciplinados, talentosos e leais, porém esses atributos não são aproveitados no mercado devido à falta de acesso. Candidatos com antecedentes são frequentemente barrados por sistemas automatizados antes mesmo de uma avaliação humana.
Lealdade no trabalho não é apenas sentimental; é um elemento operacional. Pesquisas indicam que profissionais com antecedentes criminais apresentam desempenho equivalente e, em alguns casos, superior, mostrando maior tempo de permanência e menor rotatividade.
Além de reduzir custos com rotatividade, contratar pessoas com passagem pelo sistema prisional pode fortalecer a cultura da empresa, transmitindo a mensagem de que o crescimento é possível e que os funcionários não são descartáveis. A experiência desses trabalhadores também inclui habilidades em lidar com desafios complexos, o que pode ser um diferencial.
Para adotar essa segundachance de forma eficaz, é necessário revisar filtros de contratação, estabelecer metas claras e buscar parcerias com organizações especializadas. A prática demonstra que confiar e responsabilizar resulta em equipes estáveis, beneficiando tanto empresas quanto comunidades, ao reduzir a reincidência criminal e aumentar a segurança social.
Via InfoMoney