Exportação de sorgo para a China deve acelerar no segundo semestre

Exportação brasileira de sorgo para a China deve aumentar a partir de julho com colheita da safra 2025/26.
02/03/2026 às 12:41 | Atualizado há 5 horas
               
Oferta reduzida no semestre por competição entre ração e biocombustíveis. (Imagem/Reprodução: Forbes)

A exportação de sorgo no Brasil enfrenta limitações até julho devido à oferta reduzida, afetada pela concorrência com o mercado interno de ração e etanol. A partir do segundo semestre, a movimentação deve crescer com a colheita da safra nacional, estimada em 6,7 milhões de toneladas, uma alta de quase 10%.

A China, maior importadora mundial de sorgo, abriu seu mercado para o Brasil em 2025, habilitando dez empresas brasileiras para exportação. Essa nova demanda pode impulsionar a produção nacional e ampliar o comércio internacional do cereal.

Além da China, o Brasil planeja exportar uma carga significativa para o Marrocos, aumentando os embarques em relação ao ano anterior. Negociações para habilitar mais empresas ao mercado chinês seguem avançando, o que deve dinamizar ainda mais o setor.

A exportação de sorgo do Brasil enfrenta restrições na primeira metade do ano devido à oferta limitada, já que o cereal concorre com o mercado interno de ração e etanol. Segundo Gabriel Cordeiro, diretor-geral da trading chinesa Hang Tung no Brasil, a movimentação deve crescer a partir de julho, quando a safra nacional começa a ser colhida.

A China, maior importadora mundial de sorgo, abriu o mercado para o produto brasileiro em 2025, habilitando dez empresas nacionais para exportar. Apesar de o Brasil não ser um exportador tradicional, a demanda chinesa pode impulsionar a produção, que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima em 6,7 milhões de toneladas para a safra 2025/26, um aumento de quase 10% em relação ao ano anterior.

Atualmente, a demanda por sorgo é dividida entre mercados de etanol e ração, limitando as exportações. No entanto, a entrada da China no mercado brasileiro traz perspectivas de melhora na liquidez e expansão da produção. Em janeiro, o país fez sua primeira exportação de sorgo para a China desde 2014, com um volume pequeno para degustação do mercado.

Além disso, uma carga significativa de 32 mil toneladas será exportada para o Marrocos em março, o que já ultrapassará os totais de embarques do ano anterior. Cordeiro destaca que há negociações em andamento para habilitar mais empresas à exportação ao mercado chinês, o que pode ampliar ainda mais o fluxo nos próximos meses.

Via Forbes Brasil

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