Exportações brasileiras de carne bovina devem manter volume de 3,3 a 3,5 milhões de toneladas em 2026

Brasil deve exportar entre 3,3 e 3,5 milhões de toneladas de carne bovina em 2026, com realocação para novos mercados.
19/01/2026 às 16:00 | Atualizado há 3 dias
               
Setor busca novos mercados na Ásia diante de barreiras comerciais da China. (Imagem/Reprodução: Forbes)

As exportações de carne bovina do Brasil devem se manter estáveis em 2026, com volumes estimados entre 3,3 e 3,5 milhões de toneladas. Essa previsão leva em conta o cenário atual, incluindo as restrições comerciais da China, principal mercado brasileiro.

Para compensar a diminuição da demanda chinesa, o Brasil aposta na diversificação dos destinos das exportações, focando em países como Vietnã, Japão, Coreia do Sul, Filipinas e Indonésia. Essa estratégia visa preservar o volume total exportado e manter o país como líder global no setor.

As exportações de carne bovina do Brasil devem manter-se estáveis em 2026, com volumes previstos entre 3,3 milhões e 3,5 milhões de toneladas, segundo a Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Em 2025, o país exportou cerca de 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, incluindo produtos frescos e processados.

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, explicou que essa estabilidade acontece apesar das restrições impostas pela China, principal mercado comprador, que adotou medidas para proteger sua indústria interna. A China adquiriu metade do total das exportações brasileiras no ano passado.

Para compensar essa redução de demanda chinesa, a Abiec aposta na realocação das carnes para outros mercados. O Vietnã recentemente liberou a importação de carne bovina brasileira, enquanto negociações avançam para ampliar vendas no Japão, Coreia do Sul, Filipinas e Indonésia.

As empresas brasileiras de carne listadas em bolsa, como JBS, Marfrig e Minerva, estão entre as representadas pela Abiec. A diversificação dos destinos das exportações deve ajudar a preservar o volume total de carnes embarcadas pelo Brasil em 2026, mantendo o país como um dos maiores exportadores globais.

Via Forbes Brasil

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