A comunidade do futebol brasileiro lamenta a morte do ex-goleiro Manga, ídolo do Botafogo e titular da seleção na Copa de 1966, aos 88 anos. Manga, que lutava contra um câncer de próstata, faleceu no Hospital Rio Barra, deixando um legado de conquistas e grande importância no esporte nacional. O Botafogo expressou profundo pesar, e prometeu homenagens a esse gigante da história do clube.
Manga é amplamente reconhecido como um dos maiores goleiros do Brasil, com uma trajetória iniciada no Sport Recife, onde conquistou três campeonatos pernambucanos. Sua carreira ganhou destaque no Botafogo, entre 1959 e 1968, período em que se consagrou e conquistou quatro campeonatos cariocas e dois Torneios Rio-São Paulo. Sua atuação o levou à seleção brasileira e à Copa do Mundo de 1966, ao lado de lendas como Garrincha e Jairzinho.
Após sua trajetória de sucesso no Botafogo e na seleção brasileira, o goleiro continuou sua carreira no Nacional do Uruguai, onde conquistou a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes em 1971, além de quatro títulos nacionais. Jogou também na dupla Gre-Nal, com destaque no Internacional, onde foi bicampeão brasileiro e tricampeão gaúcho.
Um dos símbolos de sua época, Manga não usava luvas devido a uma condição em seus dedos, preferindo usar óleo e areia para melhorar a aderência. Em homenagem à sua carreira, o dia de seu nascimento, 26 de abril, foi oficializado como o “Dia do Goleiro”. O legado de Manga permanece vivo na história do futebol.
Via Folha Vitória