Falta de oportunidades para mães impulsiona o empreendedorismo feminino no Brasil

Mães brasileiras recorrem ao empreendedorismo diante da falta de oportunidades no mercado formal. Conheça os desafios e iniciativas para apoiá-las.
08/03/2026 às 07:02 | Atualizado há 2 semanas
               
Mulheres enfrentam informalidade e crédito limitado para avançar nos negócios. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O empreendedorismo tem se tornado uma saída para muitas mulheres brasileiras, especialmente mães, que encontram dificuldades no mercado de trabalho formal. Uma pesquisa do Instituto Rede Mulher Empreendedora revela que a maioria das empreendedoras está entre 30 e 49 anos e muitas são chefes de família, sustentando seus lares com uma renda média mensal de R$ 2.400.

Em 2023, 77% das mulheres empreendedoras começaram seus negócios após terem filhos, mesmo enfrentando a falta de apoio doméstico e os desafios da informalidade, como a ausência de CNPJ, o que dificulta o acesso a crédito e programas de incentivo.

Apesar das dificuldades financeiras, com muitas endividadas, mulheres negras enfrentam maiores barreiras na obtenção de crédito. Para ajudar, a Rede Mulher Empreendedora planeja ações em 2026, como mentorias e workshops, visando fortalecer negócios e ampliar oportunidades para essas mulheres.

O empreendedorismo tem sido uma alternativa para muitas brasileiras, especialmente mães, que encontram dificuldades no mercado formal de trabalho. Pesquisa do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME) entre 2023 e 2025 revela que a maioria das empreendedoras está na faixa dos 30 aos 49 anos, com renda média mensal em torno de R$ 2.400, sustentando muitas vezes suas famílias. Em 2025, 58,3% das mulheres empreendedoras são chefes de família.

Um ponto relevante é que, em 2023, 77% das entrevistadas começaram seus negócios após se tornarem mães, uma tendência que persiste. Muitas delas enfrentam a ausência de apoio doméstico, o que afeta diretamente a gestão e o crescimento das empresas. A informalidade é outro desafio: em 2023, menos da metade tinha CNPJ, dificultando acesso ao crédito e a programas de apoio.

Sobre finanças, 73% apresentavam dívidas em 2023, e quase metade com pagamentos atrasados. Em 2025, houve melhora, com 57,3% sem dívidas, mas 72,1% continuavam negativadas como pessoa física, recorrendo ao crédito pessoal para manter o negócio.

O acesso ao crédito formal permanece limitado: 65,5% nunca tentaram financiamento por falta de informação ou burocracia, e 26,3% dos pedidos foram negados. Mulheres negras enfrentam taxas maiores de negativa e recebem valores menores em comparação às brancas, evidenciando desigualdades raciais no setor.

Para enfrentar esses desafios, a Rede Mulher Empreendedora anuncia iniciativas em 2026, como a Virada da Empreendedora, que oferece mentorias e workshops em várias cidades, visando fortalecer negócios e gerar mais oportunidades para empreendedoras.

Via InfoMoney

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