O Fascinante Mercado de Tapetes Persas: Arte e Investimento

Descubra o crescimento do mercado de tapetes persas e seu valor como investimento. Peças que podem valer até R$ 500 mil!
28/10/2025 às 06:02 | Atualizado há 3 meses
               
Mercado de tapetes persas
Escassez de artesãos valoriza obras como decoração e investimento. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O mercado de tapetes persas surge como uma alternativa interessante para investidores. Estes itens, que vão de R$ 2 mil a R$ 500 mil, são mais do que simples decorações, possuindo valor histórico e artístico. Este cenário apresenta possibilidades promissoras para aqueles que buscam diversificação em seus investimentos.

A loja Chão Persa Raridades destaca a resiliência do mercado, vendendo entre 50 a 60 tapetes mensalmente. Com uma crescente demanda, o fundador Alexandre Rodrigues aponta dificuldades em encontrar novos produtos. Essa realidade evidencia um mercado aquecido, onde a oferta mal acompanha o interesse dos consumidores.

Além de sua função estética, a valorização dos tapetes persas ao longo do tempo é notável. Peças únicas, feitas à mão, tornam-se desejadas não só como itens decorativos, mas também como investimentos. O cuidado na conservação e os fatores que influenciam a avaliação, como a origem e o estado de conservação, são cruciais para maximizar seu valor no mercado.
No fascinante mundo dos investimentos alternativos, o mercado de tapetes persas emerge como uma opção intrigante. Longe de serem apenas itens de decoração, essas peças carregam valor histórico e artístico, atraindo tanto colecionadores quanto investidores. Mas, será que vale a pena investir em um tapete que pode custar de R$ 2 mil a R$ 500 mil?

O mercado de tapetes persas tem demonstrado uma notável resiliência. A loja Chão Persa Raridades, por exemplo, vende entre 50 e 60 tapetes por mês, atendendo cerca de 100 interessados diariamente. Alexandre Rodrigues, fundador da loja, relata dificuldades em encontrar novas peças para suprir a demanda crescente, evidenciando um mercado aquecido e com pouca oferta.

Um dos principais atrativos dos tapetes persas é a sua valorização ao longo do tempo. Cada peça é única, produzida manualmente, o que confere um valor artístico inestimável. Além disso, a diminuição no número de artesãos contribui para a escassez e, consequentemente, para o aumento do valor dessas obras de arte.

Alexandre Rodrigues divide seus clientes em dois grupos: aqueles que buscam os tapetes como item de decoração e os que os veem como investimento. Interessante notar que, mesmo quem compra para decorar, acaba percebendo o potencial de valorização dessas peças, transformando a compra em um investimento duradouro.

A manutenção também é um aspecto relevante desse mercado. A Chão Persa Raridades investiu em especialistas e máquinas de limpeza e reparo, mostrando que o cuidado com essas peças é fundamental para preservar seu valor. No entanto, a logística de transporte ainda representa um desafio, aumentando custos e riscos.

Em relação à liquidez, Alexandre Rodrigues garante que é possível vender um tapete persa rapidamente. Existem diversos canais, como lojas de antiguidades e comerciantes de arte, que facilitam a conversão do ativo em dinheiro. A escassez de peças, inclusive, tem acelerado as negociações, com vendas ocorrendo de forma quase imediata.

A avaliação de um tapete persa envolve diversos fatores, sendo a região de produção um dos mais importantes. Cidades como Tabriz, Isfahan e Kashan são reconhecidas pela tradição na produção de tapetes de alta qualidade. A família Serafian de Isfahan, por exemplo, é famosa pela confecção de tapetes de seda que são verdadeiras obras de arte.

O estado de conservação também influencia o preço. Franjas em bom estado, ausência de rasgos e manchas são características que valorizam o tapete. No entanto, mesmo peças danificadas têm encontrado compradores, seja pelo apreço às marcas do tempo, seja pela consciência da escassez do produto.

A tributação sobre a venda de tapetes persas segue as regras do Imposto de Renda sobre ganho de capital. A alíquota varia de 15% a 22,5% sobre a diferença entre o valor de compra e venda, com isenção para ganhos de até R$ 35 mil em um mês. É importante declarar o bem no Imposto de Renda, no grupo de “Bens Móveis – Obras de arte, antiguidades e objetos de coleção”.

Luisa Macário, advogada tributarista, explica que a classificação do tapete como obra de arte não altera as regras tributárias, mas pode ser relevante para o planejamento sucessório. Em coleções de maior valor, é recomendável considerar estruturas patrimoniais específicas, como holdings.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.