O mercado brasileiro de fusões e aquisições deve passar por mudanças importantes em 2026, com foco maior na integração e sinergia entre empresas. O aumento do custo de capital, a reforma tributária e o avanço da inteligência artificial são os principais fatores que influenciarão esse cenário.
Investidores financeiros e compradores estratégicos terão comportamentos diferentes diante das novas condições. No setor de software, a busca pela inovação e escala tornará as fusões uma estratégia essencial para manter a competitividade, especialmente diante da atuação das plataformas globais.
Além disso, a inteligência artificial impulsionará soluções práticas e escaláveis, enquanto a reforma tributária aumentará a complexidade para pequenas empresas de tecnologia, incentivando fusões como resposta ao novo ambiente regulatório e custos operacionais.
O mercado brasileiro de fusões e aquisições deve passar por uma fase de ajustes em 2026, marcada por decisões mais técnicas e foco nas sinergias e integração. A mudança é impulsionada pelo aumento do custo de capital, a implementação da reforma tributária e o desenvolvimento da inteligência artificial.
Alessio Mainardi, CEO da Zucchetti Brasil, destaca que a diferença entre investidores financeiros, que reagem rapidamente ao custo do dinheiro, e compradores estratégicos, mais orientados para resultados de longo prazo, influenciará o ritmo das negociações. O cenário pós-juros baixos traz maior seletividade e ajuste nos valores das transações.
No setor de software, as aquisições são essenciais não só para crescer, mas para garantir competitividade diante de players mais fortes e da entrada de plataformas globais. Empresas que não acompanham em inovação e escala tendem a buscar fusões para manter posição no mercado.
A inteligência artificial segue como temática central, com destaque para soluções práticas que aplicam a tecnologia em problemas reais, superando simplesmente funcionalidades isoladas. Essa capacidade de tradução em produtos escaláveis será chave para atrair investimentos.
A reforma tributária também terá efeito indireto, aumentando a complexidade para empresas menores do setor de tecnologia, o que pode incentivar fusões como meio para lidar com mudanças regulatórias e custos operacionais.
Em resumo, o cenário de fusões e aquisições em 2026 no Brasil deve combinar cautela e oportunidades, com foco em valor real e integração, equilibrando a volatilidade dos investidores financeiros com a maturidade do mercado tecnológico nacional.
Via Startupi