O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75%, mas a ata da última reunião evidenciou divergências entre membros sobre os próximos passos. Alguns defendem aumentos nos juros para conter a inflação, que está acima da meta de 2%, enquanto outros consideram possíveis cortes futuros.
Há preocupação com o impacto da política sobre o mercado de trabalho, com votos contrários à manutenção da taxa. O debate mostra o equilíbrio delicado entre controlar a inflação e estimular o crescimento econômico.
Investidores aguardam estabilidade da taxa até junho, quando pode ocorrer um corte de 0,25 ponto percentual. A reunião de março deve trazer atualizações econômicas e monetárias importantes para o cenário futuro.
O Federal Reserve (Fed) decidiu manter a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75% na última reunião, mas o comitê apresentou divisões sobre as próximas medidas. A ata divulgada revelou que alguns membros consideram possíveis aumentos nos juros caso a inflação permaneça alta, enquanto outros avaliam a necessidade de futuros cortes. Atualmente, a inflação está cerca de um ponto percentual acima da meta de 2%.
Votaram contra a decisão os membros Christopher Waller e Stephen Miran, preocupados com o enfraquecimento do mercado de trabalho. Apesar da manutenção da taxa, a ata sugere que a política monetária poderá permanecer em níveis elevados por algum tempo.
As opiniões divergentes indicam um debate intenso entre priorizar o controle da inflação com juros altos ou estimular o crescimento econômico com taxas menores. Alguns defendem a interrupção dos cortes até que haja sinais claros de desaceleração inflacionária, enquanto outros já contam com reduções em breve.
Investidores esperam que a taxa fique estável até junho, quando possível novo corte de 0,25 ponto percentual pode ocorrer. Essa reunião de junho será a primeira sob possível comando do indicado Kevin Warsh, desde que aprovado pelo Senado, substituindo Jerome Powell em maio.
O Fed deve atualizar suas projeções econômicas e monetárias no encontro marcado para março. Dados recentes indicam inflação mais fraca que o esperado em janeiro, mas o mercado de trabalho mostrou força com redução da taxa de desemprego e mais empregos gerados.
Via Forbes Money