No Brasil, a média é de quatro mulheres assassinadas por feminicídio diariamente, totalizando 1.470 casos somente em 2025. A violência está ligada a uma cultura de machismo e controle, com mulheres negras sendo as mais afetadas. As principais causas envolvem ciúme, posse e recusa à separação.
Os estados mais afetados incluem São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além do Acre, que tem a maior taxa proporcional. O orçamento para políticas de combate à violência contra a mulher é frequentemente subutilizado, prejudicando a prevenção e o atendimento.
A violência física é geralmente a última etapa de um ciclo que começa com abuso psicológico e ameaças. Apesar das leis e denúncias, faltam políticas públicas eficazes, evidenciando a necessidade de mais investimento e atenção para reduzir os feminicídios.
A cada 10 minutos, uma mulher ou menina é morta por um parceiro ou familiar, segundo dados da ONU. Em 2024, foram 83 mil assassinatos intencionais de mulheres, sendo 60% cometidos por pessoas próximas. A violência doméstica não é um fato isolado, mas resultado de um longo processo que inclui controle, ameaças e assédio, inclusive no ambiente digital, como mostram relatórios do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime em parceria com a ONU Mulheres.
No Brasil, a situação também preocupa. Desde 2015, 13.703 mulheres foram vítimas de feminicídio. A violência letal está ligada a uma cultura que naturalizou o machismo e o controle sobre mulheres, que são assassinadas por questões como ciúme, posse e recusa à separação. Mulheres negras são as mais afetadas, representando 68% dos casos, evidenciando o racismo estrutural.
Em 2025, o país registrou ao menos 1.470 feminicídios, com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além do Acre, que teve a maior taxa proporcional. Houve também aumento de 16,3% nas tentativas, alcançando 3.702 casos no ano. A média diária é de quatro mulheres assassinadas em contexto de violência de gênero.
A análise preliminar mostra que nove dos dez estados com mais casos tinham governos de direita. Em São Paulo, por exemplo, o orçamento para programas contra a violência feminina foi subutilizado em 2025, com apenas 30% dos recursos empenhados. O mês de janeiro de 2026 foi o mais violento desde 2018, com 27 feminicídios.
Esses dados revelam que as escolhas políticas e orçamentárias influenciam a proteção às mulheres. A violência física costuma ser a última fase de um ciclo que começa com abuso psicológico e ameaças. Denúncias e leis existem, mas faltam políticas públicas eficazes para a prevenção e o atendimento.
Via The Conversation