Fictor rescinde contratos com sócios ocultos e aumenta risco para investidores

Fictor anuncia distrato a sócios ocultos e aumenta chance de perda total para investidores.
09/02/2026 às 06:41 | Atualizado há 2 horas
               
Fictor anuncia distrato e recupera judicial, ameaçando reembolso a investidores ocultos. (Imagem/Reprodução: Danuzionews)

A holding financeira Fictor comunicou a rescisão unilateral de contratos firmados via Sociedade em Conta de Participação (SCP), afetando investidores classificados como sócios ocultos. A medida ocorre após o pedido de recuperação judicial e visa preservar a segurança jurídica da empresa diante de dificuldades financeiras.

Com a rescisão, investidores perdem garantias e enfrentam maior risco de não receber os aportes investidos, ficando em posição vulnerável na lista de credores. A ausência de um cronograma claro para o ressarcimento eleva a incerteza sobre o futuro desses investimentos.

A holding financeira Fictor comunicou seus investidores que rescindirá unilateralmente contratos estabelecidos via Sociedade em Conta de Participação (SCP), medida que pode elevar o risco de perda total dos aportes. Essa decisão, divulgada após o pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo, busca preservar a segurança jurídica da empresa diante de problemas financeiros e reputacionais recentes, incluindo a tentativa fracassada de comprar o Banco Master, que envolveu investigação policial.

Os investidores afetados, classificados como “sócios ocultos”, aportaram capital esperando retorno financeiro, porém sem registro formal nos contratos sociais, o que os coloca em posição vulnerável. Com essa rescisão, a Fictor amplia a incerteza sobre quando ou se haverá ressarcimento dos valores investidos.

Especialistas alertam que, ao assinarem o distrato, os investidores abrem mão de quaisquer reivindicações futuras, mesmo diante de possíveis irregularidades. A Fictor informou que enviará os documentos para formalizar os distratos, com detalhes sobre ajustes patrimoniais e quitação, mas não apresentou um cronograma claro para pagamentos.

Essa decisão coloca os investidores na parte inferior da lista de credores durante a recuperação judicial, diminuindo suas chances de reaver o dinheiro. As SCPs eram o principal mecanismo pelo qual a Fictor captava recursos, com o sócio ostensivo conduzindo os negócios e os sócios participantes expostos a riscos variáveis e sem voto formal.

O cenário aumenta os avisos sobre a fragilidade dos investimentos em modelos semelhantes, sobretudo em momentos de crise financeira e questionamento regulatório.

Via Danuzio News

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.