O filme “Dark Horse”, que mostra Jim Caviezel interpretando Jair Bolsonaro, divulgou seu trailer com cenas gravadas no Brasil. A produção, em inglês e com forte controle de segurança, apresenta a história ficcional da campanha presidencial de Bolsonaro e sua trajetória militar.
No entanto, a produção está envolvida em polêmica devido a denúncias de condições inadequadas no set, como agressões, atraso no pagamento e alimentos estragados. Sindicatos do audiovisual acompanham o caso e podem tomar providências legais contra os produtores.
O roteiro foi escrito pelo deputado Mário Frias e a produtora brasileira ainda não comentou as reclamações. A atenção do público está voltada para as consequências que as denúncias podem gerar na indústria do audiovisual no país.
O filme Dark Horse ganhou novas evidências que confirmam sua produção. Após questionamentos sobre sua existência, o Portal Leo Dias divulgou imagens e vídeos do longa que traz Jim Caviezel, ator de Som da Liberdade, interpretando o político Jair Bolsonaro. Nas gravações, Caviezel aparece usando uma camiseta verde e amarela com a frase “Meu Partido é o Brasil”.
O “trailer” divulgado mostra o ator caracterizado como o ex-presidente, inclusive em cenas de uma cirurgia. O projeto, todo em inglês, tem controle rigoroso para evitar vazamentos, com revistas e restrições para a equipe durante as filmagens no Brasil. Caviezel também participou da direção de várias cenas, passando cerca de três meses no país.
Porém, a produção enfrenta polêmicas. Profissionais relatam agressões e condições inadequadas no set, como distribuição de comida estragada e pagamentos atrasados. Um figurante afirmou ter sido agredido por seguranças ao entrar no local com celular, já que não há armários seguros para guardar pertences.
Sindicatos que representam trabalhadores do audiovisual estão atentos e podem tomar medidas contra os produtores, acusando a equipe do filme de não cumprir direitos básicos, como transporte e contratos justos, além de pagar abaixo do padrão do mercado.
O roteiro, assinado pelo deputado federal Mário Frias, ex-Secretário da Cultura, apresenta uma versão ficcional da campanha presidencial de Bolsonaro em 2018, e sua história como militar combatendo o tráfico na Amazônia. A produtora brasileira GoUp Entertainment ainda não se posicionou sobre as reclamações.
Via TecMundo